Arquivo mensal: março 2012

Essa fotografia fala mais do que mil palavras

Não vou nem me dar ao trabalho de comentar alguma coisa. Deixo essa tarefa para os pensadores que por aqui passam. Sejam eles devotos da Santíssima Trindade (Cid, Ciro e Ivo) ou fiéis do Prefeito Veveu “Prometeu” Arruda, sejam eles opositores dos mesmos e por conta disso vistos pelos primeiros como verdadeiros hereges que merecem ser queimados vivos nas fogueiras da inquisição política!

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OPINIÃO: PSB E PT CEARENSES ENCENAM TRAMA ANTIGA DE ALIANÇA E TRAIÇÃO

Ivo Gomes e Luizianne Lins unidos pelas circunstâncias em passado recente, agora afastados. O que mudou? As circunstâncias, claro.
A aliança vitoriosa entre PSB e PT no Ceará obedece a uma velha prática do frágil partidarismo brasileiro: é baseada em circunstâncias, não em convicções. Onde se lê aliança programática, entenda-se divisão de espaços (e verbas) na máquina pública. Essa realidade não resulta de um desvio ocasional ou particular, mas atende, sobretudo, a essa nefasta regra geral em nosso país, que pode se mostrar mais ou menos acentuada, a depender do governo avaliado.

Garantia expirada
No Ceará, a parceria entre o PT dono do poder federal e o PSB comandado pela família Ferreira Gomes, em 2006, derrotou a longa hegemonia do PSDB no Estado. Os fiadores desse projeto foram o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne Lins, que sem maiores dificuldades administraram a desconfiança mútua que seus grupos – adversários no passado – nutrem um pelo outro no presente. No entanto, agora que os líderes desse processo não concorrerão mais a uma reeleição, as expectativas e especulações sobre uma nova configuração de poder aumentam.

Com popularidade em baixa (o que siginifica pouca capacidade de transferir votos), Luizianne não consegue emplacar um discurso de continuidade e nem apresenta um nome viável de sua confiança para sucedê-la.

Sem perdão
Os Ferreira Gomes, naturalmente, sentiram a oportunidade proporcionada pelo momento. E assim começam a escalar os próceres de seu grupo político, Ivo, Ciro e Arialdo Pinho, para criticar a gestão petista na capital cearense. A intenção óbvia é tentar descolar a imagem do PSB e do governador da gestão petista em Fortaleza, como se não tivessem tido responsabilidade alguma nas duas eleições de Luizianne. Não se trata de ser leal ou ingrato. É sobrevivência, é projeto de poder. É feio, mas é assim. Embarcar numa candidatura bancada por uma liderança fragilizada é um risco.

Assim é que, após quase oito anos de aliança, aparecem os três, muito surpresos com tantos problemas e preocupados com o bem-estar da população, apontando dificuldades administrativas e até corrupção. Isso mesmo. Ivo Gomes afirmou que dinheiro público é repassado a um hospital particular apenas para beneficiar um vereador, que seria o seu dono (bem que a Câmara de Vereadores poderia convidar o Chefe de Gabinete do governador do Estado, autoridade com imensas responsabilidades, para explicar melhor essa história e dar nomes aos bois, afinal, se trata de dinheiro do contribuinte).

É esperar pra ver
O fato é que a relação entre PT e PSB é a crônica de uma traição anunciada, assim como foi o pacto Ribbentrop-Molotov, tratado de não agressão firmado entre Rússia e Alemanha pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Como tal, a questão é saber quem quebrará o acordo primeiro. Os canhões de ataque já estão perfilados, pressionando a prefeita. O PT, que sempre teve no PSB uma mera força de apoio, irá capitular e deixar que o governador indique o nome que disputará pela atual coligação? Quem sabe? Em termos políticos, eu nunca subestimo Luizianne. No entanto, como diz a musiquinha, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

* Wanderley Filho é historiador

Fonte:http://politika.jangadeiroonline.com.br/opiniao/psb-e-pt-cearenses-encenam-trama-antiga-de-alianca-e-traicao/

Uma pergunta sobre a montadora de automóveis de Sobral

Tenho uma dúvida a respeito da instalação dessa montadora aqui.

Mas antes preciso dizer que não sou contra a geração de empregos, não sou contra haver uma montadora de automóveis aqui. O que vou fazer é apenas um questionamento! Apenas uma pergunta!

Tenho que fazer este preâmbulo porque de uns tempos para cá se alguém questiona alguma coisa já é visto como alguém do contra. Até parece que não se pode mais questionar nada nesta cidade sob pena de ser levado ao Tribunal da Inquisição e ser queimado vivo. Questionar, penso eu, é direito universal do cidadão quando não entende alguma coisa ou tem dúvidas a respeito de algo. E quando esse algo é referente à sua cidade que vai afetar direta ou indiretamente a vida da coletividade aí sim é que é preciso questionar!

Dentro dos planos da referida montadora será que há interesse em transferencia de tecnologia? Ou os sobralenses que lá vão trabalhar serão meros apertadores de porcas e parafusos dos kits que virão de Santa Catarina?

Assim, o ideal, o melhor dos mundos, é que aqui também haja investimento em pesquisa e desenvolvimento por parte da montadora, isto é, que os sobralenses possam usar seu potencial criativo no desenvolvimento de novos modelos e aprimoramento dos já existentes.
Se for somente para o pessoal daqui montar o carro o benefício fica pela metade. Pois se um dia a montadora recebe proposta fiscal melhor, lá se vai com fábrica e tudo. Isso falando de maneira bem generalizada.

E aqui em Sobral há o Curso de Mecatrônica do Instituto Federal de Educação Tecnológica, bem como outros cursos das outras instituições de ensino superior voltados para esse seguimento tecnológico. Só para citar: UFC: Engenharia da Computação e Engenharia Elétrica. UVA: Ciências da Computação. Vejam, tem gente sendo formada com perfil para usar o cérebro e não somente os músculos.
Não sei se cabe a comparação, mas o principal ativo da Grendene não está em Sobral, mas sim no Rio Grande do Sul, pois lá ficam as pessoas que pensam, criam os modelos de calçados. Aqui somos apenas força fabril, trabalho mais grosseiro mesmo. E força de trabalho braçal se encontra em qualquer lugar neste nosso país. Não é necessário pessoal com maior capacitação intelectual para fazer determinadas tarefas.

Fica então o questionamento: a montadora tem interesse em usar os cérebros dos sobralenses ou somente a força de seus músculos para montar os carros?

Uma pergunta sobre a montadora de automóveis de Sobral

Tenho uma dúvida a respeito da instalação dessa montadora aqui.

Mas antes preciso dizer que não sou contra a geração de empregos, não sou contra haver uma montadora de automóveis aqui. O que vou fazer é apenas um questionamento! Apenas uma pergunta!

Tenho que fazer este preâmbulo porque de uns tempos para cá se alguém questiona alguma coisa já é visto como alguém do contra. Até parece que não se pode mais questionar nada nesta cidade sob pena de ser levado ao Tribunal da Inquisição e ser queimado vivo. Questionar, penso eu, é direito universal do cidadão quando não entende alguma coisa ou tem dúvidas a respeito de algo. E quando esse algo é referente à sua cidade que vai afetar direta ou indiretamente a vida da coletividade aí sim é que é preciso questionar!

Dentro dos planos da referida montadora será que há interesse em transferencia de tecnologia? Ou os sobralenses que lá vão trabalhar serão meros apertadores de porcas e parafusos dos kits que virão de Santa Catarina?

Assim, o ideal, o melhor dos mundos, é que aqui também haja investimento em pesquisa e desenvolvimento por parte da montadora, isto é, que os sobralenses possam usar seu potencial criativo no desenvolvimento de novos modelos e aprimoramento dos já existentes.
Se for somente para o pessoal daqui montar o carro o benefício fica pela metade. Pois se um dia a montadora recebe proposta fiscal melhor, lá se vai com fábrica e tudo. Isso falando de maneira bem generalizada.

E aqui em Sobral há o Curso de Mecatrônica do Instituto Federal de Educação Tecnológica, bem como outros cursos das outras instituições de ensino superior voltados para esse seguimento tecnológico. Só para citar: UFC: Engenharia da Computação e Engenharia Elétrica. UVA: Ciências da Computação. Vejam, tem gente sendo formada com perfil para usar o cérebro e não somente os músculos.
Não sei se cabe a comparação, mas o principal ativo da Grendene não está em Sobral, mas sim no Rio Grande do Sul, pois lá ficam as pessoas que pensam, criam os modelos de calçados. Aqui somos apenas força fabril, trabalho mais grosseiro mesmo. E força de trabalho braçal se encontra em qualquer lugar neste nosso país. Não é necessário pessoal com maior capacitação intelectual para fazer determinadas tarefas.

Fica então o questionamento: a montadora tem interesse em usar os cérebros dos sobralenses ou somente a força de seus músculos para montar os carros?

Argumentos do comentador Tadeu quanto à minha não concordância com a forma como o projeto do VLT de Sobral está sendo implantado

O seguinte texto veio até O Pensatório na forma de um comentário do post sobre o Movimento Quem Dera Ser um Peixe. O Tadeu é um jovem que tem vindo apresentar sua opnião, ponto vista, entendimento acerca do Projeto do VLT de Sobral já alguns dias. Ficamos felizes por ter alguém com o qual possamos contrapor nosso pensamento.
Pensei que esse texto não deveria ficar “quase escondido” na forma de um comentário. Prefeiro que ele esteja aqui como um post para que possamos dar continuidade ao debate sobre o tema.
Sendo assim, coloco à disposição dos pensadores que por aqui passam o texto do Tadeu e convido-lhes a comentarem o mesmo.

P.S.: Tadeu, meu jovem, eu e John não somos a mesma pessoa. Você pode até achar que sim, mas não, nós não somos as mesmas pessoas!

Vamos lá cidadão/jonh, que não diz ser a mesma pessoa, tenho que acreditar nisso. Pra você cidadão, vou falar em português e bem cearense de ser, pois as aulas de latim perdi todas. E recorde o que você escreveu anteriormente e veja quem começou as ofensas. Mas vamos voltar ao caso VLT de Sobral.

1. Estreitamento de vias.
Sobral já é uma cidade bastante grande e com vários acessos a todo lugar que queira ir de carro, vamos nos acostumar indo por outras vias, o transito não engloba em torno da linha do VLT. VoCês só estão dando prioridade a carros, lembre das pessoas que precisaram dele.

2. Trilho passando muito próximo a certas residencias.
Pelo que vejo não tem nenhum trecho passando por cima de calçada, so que antes havia uma ciclovia que os ciclistas não usavam e que as crianças corria o mesmo risco e sem falar na via de carros e motos que você defende tanto. Criança a gente tem que ter cuidado até dormindo.

3. Av. John Sanford.
As vezes acho que você não é de Sobral, hoje aquele trecho ja é estreito praticamente 24 hs com carros e motos estacionados e parados em via dupla, sem falar em materias que os comerciantes colocam nas calçadas e na Avenida, passo por lá todos os dias e sei que o inferno existe lá é hoje. Ninguem pode suspender uma grande obra que beneficia a maioria da população. pelo que sei sobre metrô de superficie que aqui chamam de VLT os orgãos responsáveis iram sinalizar todos os trechos que irão de encontro aos seus apadrinhados CARROS E MOTOS.

4. As estações do Arco e do cruzamento da Pericentral com Av. do Contorno: Senhos cidadão, pelo que conheço este tipo de trem é rápido e quase nada ira mudar naquele local se depender do tempo do trem. E como você já sabe, o tamanho trem não ultrapassa o tamanho da rotatória. E cadeirantes irão sim ter acesso a todas estações com facilidade. E CARROS e MOTOS vindo em menor quantidade da cohab l e ll, melhora-ra com certeza aquele fluxo.

5. O problema da última milha:
O metrô de Fortaleza esta a mais de 15 anos em andamento para ser concluido, somente agora que este sonho de todos sem unanimidade da população estar a ser realizado, graças a boa politica. Metrô este que ha vários trechos que não é subterrâneo, e somente uma linha. Em Sobral espero que tenhamos outras linhas e assim melhora-ra ainda mais nosso meio de transporte. Assim precisaremos pegar menos ônibus e mototaxi. Levante a bandeira para pedir mais linhas. Fortaleza já conseguiu.

6. A desvalorização dos imóveis que estão na “beirada” dos trilhos:
Discordo sim, é conheço pessoas que não pensam assim como você esta dizendo, elas não falam em desvalorização. Realmente não moro próximo ao trilho mas moro próximo a uma das estações. E defendo sim este projeto como grande maioria da população. E digo eu que transtorno serão momentâneos depois é questão de costume da população. Isso aconteceu em outros lugares e hoje todos agradecem.

Senhor cidadão estes são os meus argumentos em dizer que sou a favor demais ao VLT e da forma que esta sendo implantado, pois tenho certeza que os setores responsáveis pelo projeto pensaram na melhoria de transporte da populacão sobralense.

É isso

Obs.: Depois entrarei em debate em outros temas de seu blog, que pelo que vocês noticiam dizendo ser (Um.a alternativa aos críticos da política sobralense e cearense), juntarei a opnião de vocês e mostrarei a notícia apolitica de vocês.

Seis razões que justificam minha não concordância com a forma como Projeto do VLT de Sobral está sendo executado

Quero deixar bem claro que não sou contra o desenvolvimento da cidade. Desde que esse desenvolvimento seja não somente financeiro, mas sim um verdadeiro desenvolvimento social. Quer esclarecer também que não sou contra o VLT, mas sim contra a forma como o ele está sendo implantado. Quero deixar claro também que já que os bravos defensores do Projeto do VLT até hoje não me responderam a seguinte pergunta, “COMO O VLT NÃO IRÁ ATRAPALHAR O TRÂNSITO DE SOBRAL?”, venho agora expressar seis pontos de vista que mostram o porquê de ser contra a forma como VLT está sendo implantado.

1. Estreitamento de vias. A Av. Pericentral em certos trechos está estreitada. Isso deverá comprometer o trânsito, se é que já não está comprometendo. Vocês devem saber que se em uma via antes passavam dois carros por vez e agora passa apenas um, de alguma forma isso poderá refletir em lentidão no trânsito. Certo?

2. Trilho passando muito próximo a certas residencias. Em determinados trechos por onde passam os trilhos do VLT a calçada das casas quase que desaparece. Justamente nessas casas vejo um número considerável de crianças. Criança é um ser que nem sempre se preocupa em olhar para os dois lados quando vai atravessar uma rua. Imaginem com um trem, VLT como preferir, passando de tempos em tempos bem na sua calçada. Vocês ficariam tranquilos se fossem com vocês? Esperimentem colocar-se no lugar dessas pessoas.

3. Av. John Sanford. No trecho da Av. John Sanford que é mão única o VLT deverá usar uma faixa de trânsito para circular. Pelo menos é que imagino que aconteça. A menos que ele seja suspenso. Vocês já perceberam como aquele trecho já é estreito? Vocês já perceberam o tamanho do VLT? Se o VLT irá passar juntamente com os demais veículos, competindo pela via, vocês deverão concordar que de imediato irá provocar lentidão no trânsito e por conseguinte causando um certo transtorno. Se esta via tiver seu acesso bloqueado para os demais veículos através de cancelas automáticas enquanto o VLT passa por lá, novamente caímos no problema da lentidão. Pois quem desejar ir em direção ao Junco, COHAB III, Terrenos Novos, Vila União e adjacências, terá que esperar o VLT sair do trecho de mão única para a cancela abrir e liberar o tráfego. Novamente causará transtorno aos demais usuários de veículos. Ou vocês não concordam? É importante lembrar que logo depois da Escola Netinha Castelo onde antes havia uma ciclovia que terminava depois do Pinheiro não mais existe. Os ciclistas agora mais do que nunca andam pela via juntamente com carros, motos e afins.

4. As estações do Arco e do cruzamento da Pericentral com Av. do Contorno: Vocês já imaginaram como será para as pessoas se dirigirem a estas estações dado o intenso fluxo de veículos nesses pontos? Se hoje para atravessar a rotatória do Arco já é uma tarefa que demanda muita paciência e coragem, imaginem com um trem embarcando e desembarcando passageiros. Sem falar nos portadores de necessidades especiais. Vocês já imaginaram como uma pessoa cadeirante vai ter acesso a estas estações?

5. O problema da última milha: Muitos projetos de transporte urbano se defrontam com este problema que nada mais é do que o trajeto que o usuário vai fazer da sua casa até o ponto de pegar o transporte coletivo. Como será resolvido esse problema em nossa cidade? Vou dar-lhes um pequeno exemplo: uma pessoa que mora no Bairro Domingos Olímpio e trabalha como doméstica no bairro Renato Parente. A estação mais próxima da casa dessa pessoa fica ali em frente a Escola Netinha Castelo, certo?! E a estação mais próxima do bairro Renato Parente fica em frente à Escola Profissionalizante, certo?! Fim da linha, não é?! Então, pergunto-lhes, não é mais cômodo essa pessoa pegar um mototaxi para ir da casa dela diretamente ao trabalho? Ou você acha que ela deve ir á pé (ou de mototaxi) até a estação Netinha Castelo e quando saltar na estação destino pegar outro mototaxi até seu trabalho? Ou ir á pé mesmo? Isso é apenas um exemplo. Vocês podem me dizer: “Ah! mas vai haver ônibus circulando nos bairros até as estações!” E então devolvo outra pergunta: por que então o VLT se haverá ônibus (ou microônibus) circulando?

6. A desvalorização dos imóveis que estão na “beirada” dos trilhos: é comum ouvir relatos de pessoas que já se queixam que seus imóveis estão desvalorizados por conta dos trilhos passarem próximos, pois isso representa perigo para quem entra ou sai de casa. Ou vocês discordam? Vocês se sentiriam seguros com essa situação? Os bravos defensores do VLT podem dizer: Ah!! Mas isso é o preço do progresso! E pergunto-lhes: vocês estariam defendendo tanto assim esse projeto se fossem uma dessas pessoas? Afetar de maneira negativa a vida de uma coletividade ainda que seja uma parcela dela, é o que você entende por progresso? Não seria um tanto excludente esse seu conceito de progresso? O progresso verdadeiro não seria um bem que não trouxesse transtornos?

Senhores e senhoras defensoras do VLT, súditos do Rei Sol Cid I, devotos da Santíssima Trindade (Cid, Ciro e Ivo), fieis do Prefeito Veveu “Prometeu” Arruda , eis os nossos argumentos que fundamentam o porque não ver com bons olhos esse projeto da forma como está sendo feito. Talvez se tivesse havido essa preocupação antes, os transtornos não estivessem sendo causados.

Aguardamos suas contestações!

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Cid: à sombra de um poste?

Em política, fala-se às vezes de um modo que a opinião pública entenda o contrário do que se diz. O que não pode ser pronunciado deve ser negado com veemência suficiente para que a todos pareça versão inverossímil.

Foi o que fez o governador Cid Gomes quando, falando à imprensa sobre a sucessão municipal em Fortaleza, conseguiu, numa mesma frase, dar uma provavelmente sincera declaração e emplacar uma mentira daquelas.

De início, disse ele que defende junto ao seu grupo político a continuidade da aliança política e deseja apoiar um candidato do PT em Fortaleza. A posição atende aos seus interesses. Logo, não há porque duvidar de sua sinceridade.

Mas, dito isso, logo a seguir adiantou: “não tenho plano B”. Quis dizer que não teria ele a menor ideia do que faria, caso a aliança, por algum motivo, se tornasse inviável. O governador não espera que acreditemos nisso.

Certo com dois e dois são quatro é que Cid Ferreira Gomes não apenas tem um plano B, como deve ter, também, um plano C. A única dúvida aí é saber em que ordem de primazia ele colocaria as alternativas disponíveis.

São elas: a candidatura própria do PSB (os filiados se dividem entre a simpatia de Ferrúcio Feitosa e os neurônios do Roberto Cláudio) e o apoio ao senador Inácio Arruda, aliado seu que lidera as pesquisas de opinião.

Sentado ao pé de um poste, Cid não deve estar. Em seu lugar, ninguém esperaria por um parceiro sagaz como Luizianne Lins, que o tem colocado contra a parede ao oferecer o direito de escolher entre duas contrariedades.

Uma, seria Elmano de Freitas, sem expressão eleitoral e cópia autenticada da gestão que não lhe agrada. A outra, José Pimentel, ainda pior: seria um desafeto na prefeitura e um inimigo no senado, o suplente Sérgio Novais.

O governador tem se empenhado muito em garantir eficácia aos seus esforços administrativos e, em nome disso, engoliria muitos sapos para se manter alinhado ao governo Dilma. Muitos, mas não todos.

Ainda que assine rendição a uma alternativa que o desagrade – e se não tiver, principalmente, crença na possibilidade de vitória – Cid não deixará de construir alguma alternativa com chances de êxito. Seria um tolo. Não é.

Logo, mesmo cedendo a contragosto o apoio do seu partido ao candidato da prefeita, restará a opção de facilitar a Inácio Arruda condições de disputa e, assim, entrar no jogo com mais de um parceiro à mesa. Por que não?

Se o PT joga as fichas de 2014 ainda no tabuleiro de 2012, Cid, ao contrário, joga com as fichas de 2012 já no tabuleiro de 2014 e ambos sabem: manter a aliança na sucessão estadual será uma operação ainda mais complexa.

Ninguém ali está confortável, mas sabem que o desconforto está precificado: é o custo da hegemonia com que controlam o Ceará. A aliança fosse o melhor dos mundos, teriam chegado ao céu sem precisar morrer.

Fonte: http://www.ricardoalcantara.com.br/2012/03/cid-a-sombra-de-um-poste/

Comentário do Cidadão Crítico:
E no Reino de Sobral das Maravilhas? Teria o Rei Sol Cid I um plano B? Penso que não, pois o fiel carregador de malas já diz que o Prefeito Veveu “Prometeu” Arruda é o Melhor Prefeito do Mundo! O Prefeito do Futuro!

Movimento Quem Dera Ser um Peixe

Quem Somos

Movimento cidadão, apartidário e político. Somos contra o Acquário, as razões são muitas e serão apresentadas neste blog sob construção coletiva. Essencialmente acreditamos que a cidade pode ser pensada para os seus cidadãos. E somos contra a truculência dos grandes mercados do turismo e imobiliário em que poucos lucram e todos pagam a conta. O turismo que nos consome hoje em dia não é tudo que podemos oferecer aos visitantes.

O Acquário Ceará, essa intervenção arquitetônica que não dialoga com a paisagem da Praia de Iracema, é uma afronta ao que já existe no lugar. Temos, ao lado, uma comunidade que resiste há mais de 100 anos, gente simples que ocupava toda a orla e foi sendo expulsa pela cidade para longe dos olhos. É um patrimônio histórico. É o Poço da Draga.

Apesar de toda a truculência dos fatos consumados, gostamos de imaginar outras formas de interação com a cidade e com a natureza. O espaço onde querem construir o Acquário poderia ser uma praça à beira-mar, um centro de esportes náuticos, um centro de preservação da vida marinha do Ceará, atuando em um bairro cultural, ao lado uma comunidade pesqueira preservada.

O Movimento Quem Dera Ser Um Peixe começou com o compartilhamento, via Facebook, de uma angústia, aparentemente simples, ilustrada como a foto do terreno, já limpo, onde seria construído do Acquário. O que nos uniu foi a indignação sobre o destino de uma fração da nossa Fortaleza, a Praia de Iracema e seu entorno, a partir dos possíveis impactos negativos de uma obra que – está na cara – é um barco furado.

O que nos mobiliza é o desejo por uma nova perspectiva de socialização da cidade; por outra visão da fruição artístico-cultural dos espaços públicos; por um conceito diferente de gestão governamental (com participação efetiva nas decisões); por uma lógica ambientalmente sustentável para a orla marítima da nossa aldeia urbana, entre outras questões tão ou mais relevantes.

Nos encontramos sempre aos sábados, a partir das 16 horas, na Praia de Iracema, entre as duas pontes. Nesses encontros, nos contagiamos, ampliamos o corpo coletivo, sensibilizando os corpos individuais. O primeiro sábado foi surpreendente. Um monte de gente reunida, concentrada por horas, dando ideias, tomando posição na cidade. Temos fotos, por enquanto, no Facebook.

Sabemos que nem todas as demandas estão sendo cuidadas como deveriam (será que o verbo é mesmo dever? prefirimos desejar), mas ainda queremos crer que estamos fazendo o melhor, considerando as condições das quais dispomos. o que sustenta a nossa confiança é acreditar que agimos em rede, não porque nos mobilizamos no facebook ou por email, mas porque essa é a  experiência na cidade. A cidade é uma rede! Ou melhor, muitas redes. E estamos tentando articular uma rede formada por pessoas que se juntam por um sentimento amoroso, por princípios éticos, que são tb estéticos.

Não acreditamos que organizamos essa rede, é próprio das redes a autoorganização, mas assumimos uma frente para mobilizar ações que a tornem evidente. Assim, há quem esteja analisando o EIA/Rima, tem a galera multiplicando memes no facebook e se articulando para os encontros de sábado, tem a comunidade do Poço da Draga se mobilizando para regulamentar a Zeis, o Comitê da Copa se reunindo em assembléia e definindo ações, alguns jornalistas tentando abrir espaço nos veículos conservadores etc. Esse sentimento de que somos todos o centro, de que nossa autonomia ganha força quando compartilhada, de que nossas ações são sempre coletivas, deve ir se ampliando e dando visibilidade a essa rede que é muito maior do que podemos abarcar.

Agora é o Acquário, são as remoções e tantas outras razões. Mas é sempre no corpo, na carne, nas nossas e na da Terra. Então é necessário imprimir na pele, manifestar no corpo, expressar nos territórios esses sentimentos todos. Os encontros de sábado podem ter essa força.

Mas também concordamos que precisamos tornar mais claro princípios, valores, desejos, que nos motivam a estar juntos. Esse ainda é um trabalho por ser feito. Talvez um manifesto. também uma carta de princípios, não sabemos ainda. Há um trabalho, do artista catalão Antoni Muntadas, que é só uma frase, que toma o espaço de formas diversas (camisetas, outdoors, adesivos etc). ATENÇÃO: PERCEPÇÃO REQUER ENVOLVIMENTO. O que somos vai por aí.

Fonte: http://acquarionao.wordpress.com/about/

“O VLT de Sobral vai ser bom”… Só não sei como será, mas dizem que vai! – Parte II

A internet pode ser considerada uma das melhores heranças da guerra fria. Os mais jovens podem sequer saber que guerra é essa que estou falando, mas isso não importa nesse momento, ou melhor, quem tiver curiosidade acerca do assunto pergunta ao Google. E das coisas que foram criadas dentro da internet uma das melhores nos dias atuais são as redes sociais.

Neste fim de semana pude me divertir muito travando alguns embates na forma de diálogo, assim como faziam os gregos antigos na Ágora (mais um tema para os jovens pesquisarem no Google) com muitos bravos defensores do VLT do Reino de Sobral das Maravilhas.

O mote inicial foram as inúmeras fotos de VLTs em cidades da Europa que o carregador de malas do ex-tudo publicou como uma tentativa, no meu entender um tanto desesperada, de convencer as pessoas sobre os benefícios de tal projeto. As fotos não conseguem convencer aqueles que já possuem uma opinião mais ou menos formada a respeito do VLT em especial a respeito dos transtornos que muitos estão prevendo.

Além das fotos havia os textos. Estes sim verdadeiras peças doutrinárias. Sempre tentando passar para quem lê a idéia de que “se é bom para a Europa é bom para Sobral”, ou seja, se eles europeus podem conviver com um trem desses andando dentro da cidade, por que nós, sobralenses não podemos?? Diante dessas afirmações comecei a pensar que já devem estar cheios de serem chamados de Estados Unidos de Sobral e agora querem ser a Europa do Sertão do Ceará.  Vejamos alguns exemplos de fotos e comentários:

“Essa foto mostra como é possível conviver no transito com educação e respeito. Veja que há carros, motos e o VLT circulando sem problemas. Querem apostar na ignorância do nosso povo,vão perder”.

Na foto em questão a distância de motos e carros é considerável. Sem falar na largura das vias. E não vemos o menor sinal de bicicletas, carroças e crianças correndo prá lá e prá cá! Bola fora… E já neste texto começa um defesa interessante: a questão de educar as pessoas para a convivencia harmoniosa com o VLT.

Dentre os comentários dessa foto há um que muito me chamou a atenção:

“Na Europa funciona super bem, as pessoas são educadas no trânsito. Nem precisamos ir tão longe, vamos a Teresina, mesmo com o sinal aberto para o motorista se uma pessoa passa na faixa de pedestre, eles param para o pedestre passar”.

Vejam, caros pensatoriantes que não é somente na Europa que as pessoas são educadas, mas no vizinho Piauí elas também são. Faz muitos anos que não ando na capital do Piauí, portanto não tenho como afirmar se o que é dito é procedente ou não. Sei que em Brasília temos um dos trânsitos mais educados da Pátria das Bananas…

Numa outra foto, o carregador de malas parece que fez um control + c control +v e nos brinda com a seguinte informação:

“Dublin, Irlanda
Dublin A opção pelo metrô leve para resolver os problemas de tráfego em Dublin começou em 2001, com a implantação da linha A. Hoje, são três linhas que ajudaram
a melhorar o fluxo de passageiros. Em 2010, o sistema em Dublin será ampliado, chegando a 66 veículos”.

Senhor carregador, já estamos em 2012!! E você nos informa que em 2010 o sistema será ampliado!? Melhor consultar as fontes e editar o material antes de compartilhar!

Dentre os comentários dessa foto um dos mais interessantes foi esse:

“Em Sobral ainda não existe caos no trânsito. Terá sim, mais tarde, se não houver um estudo e planejamento a ser seguido ao longo de seu crescimento urbano. Aí quero ver a população reclamar…”

A pessoa que disse isso, anteriormente disse isso:

“Caos em TRÂNSITO existem em cidades mal planejadas.”

A partir dessas afirmações só podemos concluir que:

  1. O trânsito do Reino de Sobral das Maravilhas não é caótico.
  2. Sobral é uma cidade planejada.
  3. Logo, o trânsito daqui não pode ser um caos porque a cidade foi planejada!

Não pude conter a risada! Pensei: “Afinal de contas, que Sobral é esta que vivo? Na Sobral que vivo o trânsito é caótico e não consigo enxergar o planejamento citado. Será que há uma outra Sobral em um Universo paralelo? Do ponto de vista dos físicos teóricos sim! Lá deve ser bem melhor do que este Universo. Mas como fazemos para ir prá lá? Devia ter perguntado isso à pessoa que escreveu essa pérola lógica!

A foto acima, de um VLT bastante colorido, o carregador de malas do ex-tudo, que pelo visto, na falta do que fazer ou de malas para carregar, fez um périplo pela Europa para conhecer experiências exitosas de cidades do Velho Continente com VLT  e assim tentar convencer a população do Reino de Sobral das Maravilhas de que o negócio é bom, nos brinda com esse texto:

“Estive visitando por três dias a cidade de Montpellier,cidade do sul de França pouco maior que nossa querida Sobral.
Os guias turísticos de Montpellier começam logo por avisar: “atenção, obcecados do automóvel, a quase totalidade do centro da cidade é interdita ao trânsito de automóvel!”. De fato, podemos andar muito tempo pelo centro de Montpellier sem sermos incomodados pelos carros. Nas inúmeras ruas fechadas ao trânsito, só é permitido o acesso a residentes e a cargas e descargas de comerciantes, estas com horários fixos, mas com a grande diferença de que esses horários são mesmo cumpridos.
Apesar de o acesso estar proibido ao trânsito de automóvel, o centro da cidade é dos mais “vivos” onde já estive. E vivo e bem de saúde está também o comércio local.
Existem alguns parques de estacionamento perto do centro
A cidade tem uma rede de metro (de superfície), que constitui o meio mais rápido para chegar ao centro (além da bicicleta, claro).
Em Montpellier. Avenidas e ruas onde antes
circulavam os automóveis estão hoje reservadas para o metro.
Esta é mais uma cidade onde os passeios são mesmo para as pessoas e não para os carros.
Essa idéia que somos incapazes de conviver com o novo, moderno e que se resolve o problema, pela falta, alegando que nosso povo é ignorante me entristece.Quer fazer demagogia faça sem prejudicar a população”.

Torço muito para que um dia o acesso ao centro do Reino de Sobral das maravilhas seja somente para pedestres. O bom é ele mencionar o uso de bicicletas. Na nossa realidade as bicicletas estão sendo praticamente banidas da paisagem urbana. Será que ele não notou que as ciclovias estão sendo destruídas para dar passagem ao trem da alegria do Rei Sol Cid I??? E quem está fazendo demagogia, nobre carregador? Vamos dar uma olhadinha no que diz nossa amiga Wikipédia a respeito da palavra DEMAGOGIA:

“Demagogia é a estratégia de obter poder político apelando aos preconceitos, emoções, medos, vaidades e expectativas do público, tipicamente por meio de retórica e propaganda passionais, e freqüentemente usando temas nacionalistas, populistas ou religiosos. Em termos etimológicos provém do Grego, querendo dizer “a arte de conduzir o povo”.

Em política, a demagogia está associada a propostas e declarações que não podem ser postas em prática, feitas apenas com o intuito de obter benefício eleitoreiro ou de popularidade para quem as promete.

E agora José? Quem é que faz demagogia então? Tem um certo prefeito que é um às na retórica, que usa das emoções, do passional para encantar as platéias.

Assim como o senhor Ivo Gomes, o carregador de malas deveria consultar um pai-dos-burros, vulgo dicionário ou até mesmo a Wikipédia antes de escrever seus ataques.

E para finalizar a seção de análises do que foi dito na rede social, vamos a um trecho de um texto publicado pelo carregador de malas em seu blog:

“Terceiro, ao contrário do que pensam alguns que acham que o trânsito ganhará um dispositivo de concorrencia no tráfego de nossa cidade, o VLT, por todas as suas características e funcionalidade, repalda a estratégia da desobstrução do trânsito e até mesmo de efetiva solução para cidades que sugerem verdadeiros e intensos colapsos na crescente aglomeração de veículos em suas vias ou quando, ainda, diante da deficiência da estrutura do tranporte coletivo convencional – ônibus e vans”.

Deixei para ele o seguinte comentário:

1. Quais são as características e funcionalidades do VLT?
2. Como é a estratégia de desobstrução do trânsito?
3. E que efetiva solução é essa para cidades que sugerem verdadeiros e intensos colapsos na crescente aglomeração de veículos em suas vias?
Caro Oman Carneiro, você usou de palavras bonitas mas está faltando conectar os signifgicados das mesmas. O seus argumentos estão ricos de sintaxe mas pobres de semâtica…

De acordo com esse seu trecho, você dá a entender que o VLT não concorrerá com o trânsito da cidade… Por acaso, no trecho da John Sanford que é mão única o VLT não vai compartilhar uma faixa de trânsito da via? Ou será que quando ele estiver passando por lá esse trecho da via será interditado? E caso seja, isso não afetará o deslocamento daqueles que de carro ou moto desejam se dirigir ao bairro do junco, cohab III e adjacencias???

Isso foi escrito por mim no sábado, dia 17 de março por volta das 23 horas e até hoje não tive nenhum retorno das minhas indagações (se ele me responder prometo publicar aqui e em minha página na rede social). Assim como não obtive retorno de uma provocação que fiz a um árduo defensor do VLT que me prometeu apresentar-me argumentos técnicos que iriam responder a pergunta que vivo fazendo:

COMO O VLT NÃO IRÁ ATRAPALHAR O TRÂNSITO DE SOBRAL?

Se o nobre leitor pensatoriante tiver chegado até aqui já deve ter percebido que há uma defesa um tanto desesperada por parte dos súditos do Rei Sol Cid I, “O Pobre” a respeito do VLT. Sei que a desinformação é a mãe de muitas desgraças, mas faz meses que clamo para que algum entendido no projeto do VLT de Sobral me responda à pergunta formulada acima e até hoje o que recebo é respostas do tipo: “VAI SER BOM”. Mas nunca um argumento mais convincente que seja embasado em algum estudo técnico (Será que houve mesmo estudo?). Outros costumam dizer que será necessário o povo se educar no trânsito para que possamos desfrutar dos benefícios do VLT. E para estes faço a seguinte pergunta: Não seria melhor primeiro educar as pessoas para o trânsito e depois implantar o VLT? Pelo visto o VLT está sendo vendido para aqueles que o defendem como um mecanismo de educação das pessoas. Será mesmo??? Será que o VLT como instrumento de educação será mais eficiente?

Logo abaixo tem mais fotos que o carregador de malas usou na rede social. Vejam que não tem como comparar nossa realidade com a da Europa. Pode ser que o nobre carregador estivesse cheio de boas intensões (assim como o inferno está cheio delas), mas penso que enquanto não apresentarem um argumento, ou melhor, uma resposta para a pergunta acima, não há foto de VLT europeu que convença a mim e a muitas e muitas pessoas que participaram dos debates na rede social. Vejam como são idênticas as nossas ruas!

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As rachaduras no Acquário do Ceará

 

Em artigo no O POVO, neste sábado (17), o sociólogo e participante do movimento Quem dera ser um peixe, Júlio Lira, critica o projeto Acquário em relação aos investimentos e impacto ambiental. Confira:

Quanto mais o governo se debate em defender o Acquário mais o projeto parece quebradiço. Vejamos: primeiro, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) aprovou um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Acquário que não cumpriu a obrigatoriedade legal da prospecção arqueológica e defendeu-se afirmando que solicitou anuência da etapa arqueológica ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Iphan. Ora, se tivessem a resposta do Iphan, os redatores do EIA-Rima não teriam publicado uma mera solicitação de anuência. Isso levou o Ministério Público Federal a atuar, agendando uma reunião com o Iphan para próxima semana. De qualquer forma, a credibilidade dos condutores desse processo está exposta. Das duas, uma: o EIA-Rima é mal feito ou mal intencionado.

Segundo, o secretário de Turismo, Bismark Maia, afirma que as dívidas da Petrobras para o Estado serão usadas para manutenção do Acquario. O fato de a Secretaria da Fazenda (Sefaz) desconhecer tal proposta demonstra a desarticulação do projeto dentro do próprio governo. Bismarck também diz que aparecerão empresas interessadas no negócio. Ou seja, não tem na manga uma mera carta de interesse. O que o secretário oferece ao cidadão que pagará a conta é um otimismo sem embasamento técnico. Espera-se mais de um gestor.

Terceiro, ainda não surgiram o plano de negócio e a demonstração jurídica e técnica dos motivos da ausência de licitação para obras. Mesmo que fosse permitido tal contorcionismo jurídico, o próprio secretário afirma que a empresa escolhida faz 86% dos aquários do mundo. O que equivale a dizer que 14% dos aquários do mundo foram construídos por outras empresas. Elas foram caprichosamente excluídas do direito de concorrer.

Empurrou-se à sociedade um projeto ilegal, inadequado socialmente, frágil tecnicamente, repleto de pontos obscuros e pretende-se que elogios genéricos às benesses do turismo – algumas discutíveis – possam esconder as rachaduras do Acquário.

Fonte: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/as-rachaduras-no-acquario-do-ceara/

 

Comentário do Cidadão Crítico:

Enquanto isso, no Reino de Sobral das Maravilhas, o súditos ficam furiosos com aqueles que não acreditam que tudo que o Rei Sol Cid I, “O Pobre” faz é para o bem e felicidade de todos!!

Será que os defensores do Acquario, assim como os defensores do VLT do Reino de Sobral das Maravilhas, também são pessoas de muita fé????