Arquivo mensal: maio 2012

Equação desastrosa

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O que Cid Gomes quer em 2012?

Simples: o que todo governador quer. Ou seja, um prefeito amestrado não lhe traga problemas políticos e administrativos. Para seus interlocutores de confiança, o governador diz que Luizianne Lins lhe causou alguns dissabores. Pelo menos um deles é bem conhecido. O trabalho da prefeita impediu a instalação do estaleiro na Praia do Futuro. A propósito, pode ter sido ruim para Cid, mas é provável que tenha sido bem melhor para a cidade. Quanto aos candidatos no PT da confiança de Cid, há um problema. É que o governador só confia em… digamos, seus próprios petistas. No caso, os secretários Camilo Santana e Nelson Martins.

E no âmbito do PSB, alguém deixa o Governo? Na lista de prefeituráveis do PSB só existe um filiado que ocupa cargo de secretário. No caso, Ferrucio Feitosa, que comanda a Secopa, a pequena e temporária secretaria cujo trabalho ganhou grande dimensão e muita visibilidade, credenciando-o para a disputa. Pelo comportamento da cúpula do PSB, que vem incluindo o secretário nos eventos do partido, é possível avaliar que Ferruccio vai deixar a Secretaria. Se não se tornar candidato, nada impede a sua volta para a pasta. O outro prefeiturável do PSB, o deputado Roberto Cláudio, não precisa deixar nem o mandato e nem a presidência da Assembleia para ser candidato. Muito embora o bom senso recomende uma licença.

 

Fonte: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/o-que-cid-gomes-quer-em-2012/

POBRES PARTIDOS PODRES

Senhores detetives da vida alheia, convido vossas senhorias a empregar o potencial intelectual (que creio vocês possuírem) a ler este pequeno texto extraído de um comentário do Blog do Eliomar. Depois de lido (e compreendido) convido os mesmos a debatermos as idéias contidas no referido texto. Ou vocês preferem gastar energia mental e tempo tentando descobrir a identidade secreta deste que vos escreve?

Fonte: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/cid-e-lula-conversam-sobre-sucessao-em-fortaleza/#comment-68988

POBRES PARTIDOS PODRES
Diante do que temos presenciado e visto, nestes últimos anos, em nossa res publica, – já quase na privada -, e neste nosso Brasil, – já não mais tão varonil -, referentemente às legendas eleitorais, resolvemos reler uns velhos escritos sobre o que eram, e, consequentemente, ousamos pensar, “em voz alta”, o que são, – hoje -, no nosso país…
‘… Segundo a famosa definição de Weber, o Partido é “uma associação… dirigida a um fim deliberado, tanto no sentido objetivo de atuação de um programa com escopo material ou ideal, como no sentido “pessoa”l, dirigido à obtenção de benefícios, poder e honra para os chefes e seguidores, ou, finalmente, dirigido a todos estes fins em conjunto”.’ (sic)
São eles:
I – Partidos dos Notáveis ou do Comitê – “Estes círculos reagrupavam um número restrito de pessoas, funcionavam quase exclusivamente durante os períodos eleitorais e eram liderados por notáveis locais, aristocratas ou alto-burgueses de alta sociedade, que proviam a escolha dos candidatos e ao financiamento da atividade eleitoral.”
II – Partidos Aparelhados – “Estas características correspondiam a exigências específicas dos partidos dos trabalhadores, quer pelos objetivos políticos a que se propunham, quer pelas condições sociais e econômicas das massas a que se dirigiam. … era necessário que à atividade de educação e propaganda e ao trabalho organizativo se dedicassem, em tempo integral, pessoas qualificadas e especialmente pagas para isto, não sendo possível que os trabalhadores, com pesados horários de trabalho e baixos salários, dedicassem à atividade política mais do que um pouco do seu escasso tempo livre, nem que abandonassem o trabalho para se dedicarem à política a simples título de honra. Havia, enfim, o problema do financiamento do partido: faltando os “Notáveis” que financiassem a atividade e a organização política foi introduzido o sistema de “quotas”, isto é, as contribuições periódicas que cada membro devia pagar ao partido.”
III – Partidos Eleitorais de Massa – “… depois da Segunda Guerra Mundial, quando a maior parte dos partidos de comitê foi obrigada foi obrigada a criar um aparelho estável para uma eficaz propaganda, procurando uma clientela de massa e coligações com grupos e associações da sociedade civil capaz de dar ao partido uma base estável de consenso. … . Não são dirigidos de um modo geral a uma classe ou a uma categoria (camada) particular mas procuram conquistar a confiança dos estratos mais diversos da população, propondo em plataformas amplas e flexíveis, além de suficientemente vagas, a satisfação do maior número de pedidos e a solução dos mais diversos problemas sociais. Por este conjunto de conotações, o partido eleitoral de massa foi definido também como “partido pega tudo” (partito pigliatutto).”
Eis, em poucas linhas, os tipos clássicos de partidos políticos, surgidos, fomentados e fortalecidos, desde início do século XIX, conforme Bloco I – Partidos Políticos, Anna Oppo, ‘in’ Curso de Introdução à Ciência Política – PARTIDOS POLÍTICOS E ELITES POLÍTICAS – Unidade V, Editora Universidade de Brasília, 1982.
Modernosamente, no nosso Brasil, – já não mais tão varonil -, empós as (indi)gestões dO CHEFE do CorruPTos, digo, do PT, & Cia. Ltda., temos os “Partidos que mandam”, os “Partidos que obedecem”, os “Partidos coadjuvantes” e Outros!
I – Partidos que mandam, ou “Sigam o chefe” – Basicamente, existem apenas 02 (dois) representantes: o CorruPTos, digo, o PT – Partido dos Trabalhadores, e o Tucanos, aliás, o PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira. Este, por ter sido o grande detentor do poder, ao largo dos últimos anos do século passado, com o advento da chamada abertura política, depois da anistia e da redemocratização do país, além, é claro, de, ainda, representar e ser um dos ícones da oposição, massivamente falando e, também, por ainda deter amplo espaço de poder junto aos entes e agentes federativos. Aquele, por ser, – ao largo e desde a última década -, o detentor do poder, em amplo e esmagador espectro da União, alcançando os estados-membros e com tentáculos nos municípios, além, é claro, de um fortíssimo aparelhamento partidário, que envolve todos os segmentos dos poderes, seja no Legislativo, no Executivo e, também, no Judiciário. Têm eles um certo fio condutor, de base, – anômala e esdrúxula -, diga-se de passagem, da Social-democracia, como nos moldes clássicos!
II – Partidos que obedecem, ou “de aluguel” – São muito numerosos, porém, pequenos, diminutos ou até chamados de nanicos. Não têm expressividade político-partidária e, nem ao menos, linha ou norte, ideologicamente falando. E, na maioria das vezes, nem sequer quaisquer estruturas, mesmo as físicas. Diria, até, que seus endereços, salas de despachos e reuniões cabem dentro das pastas de seus líderes ou donos, e em (in)constantes e instantâneas alterações, ao sabor dos Partidos que mandam e dos humores de seus chefes e dos chefes daqueles, além dos ventos eleitoreiros, momentâneos. Na ampla maioria deles, não passam de meras siglas ou “sopinhas” de letras, a saber: PTN, PTC, PSL, PRB, PTdoB, PMN, PHS, PRTB, PSC, PRP etc.!
III – Partidos coadjuvantes, ou “muristas” – São expressivos e de tamanho variando de pequeno a médio e, até, grandes. Citaria, pela ainda assim chamada esquerda, centro-esquerda, ou progressivismo, o PSoL – Partido Socialismo e Liberdade, o PSB – Partido Socialista Brasileiro, o PCdoB – Partido Comunista do Brasil e o PV – Partido Verde; e, pela direita, centro-direita, conservadorismo ou liberal, o DEM – Democratas, o PR – Partido da República, o PDT – Partido Democrático Trabalhista, o PP – Partido Progressista, o PPS – Partido Popular Socialista, o PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, o PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro e o PSD – Partido Social Democrata. Na realidade e em última análise, eles são meio híbridos ou mesclados, restando-lhes, até pelos objetivos, – precípuos -, com as devidas e cada vez mais parcas exceções, de sempre, muito pouco do classicismo e dos ideais partidários, que fomentaram e fundaram suas criações!
Ora pendem para um lado, ora pendem para um outro, – notada e especialmente -, o lado do partido detentor do poder, alguns pouquíssimos, mantendo-se autônomos e-ou independentes, porém, por não disporem de cacife ou representação política, unem-se aos ‘ventos’ que sopram paralelamente aos seus interesses e nortes político-ideológicos, mesmo que momentâneos!
IV – Outros partidos e movimentos (Jus sperniandi) – Sem representação parlamentar, em processo de criação, extinção ou em processo falimentar e de fusão ou união, sem registro etc.: PCB – Partido Comunista Brasileiro, PCO – Partido da Causa Operária, PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unidos, PPL – Partido da Pátria Livre, Movimento Crítica Radical etc.!
Aqui, ali, acolá e alhures, eles se mesclam, negando seu próprio purismo ou pudor, ou, ainda, super ou sobrepondo-se, devido à meros interesses menores e locais, ressalvando-se, como sempre, um ou dois ‘gatos pingados’, na maioria das vezes, devido à alguns de seus membros e partícipes. Chegamos ao cúmulo de que, em certas esferas, menores, mesmo os Partidos que mandam acabam ficando atrelados ou a reboque dos que apenas coadjuvam ou auxiliam, devido ao personalismo exacerbado e aos egos inflados, e ainda, de projetos e planos futuros, de seus, ditos, dirigentes, ou ‘donos’!
A temática é por demais atual, pulsante e polêmica, mas, “digam o que disserem”, ‘gritem o que gritarem’, é inegável o que está ocorrendo em nosso pobre país, apesar das pirotecnias midiáticas e marqueteiras, das cortinas de fumaça, das mordaças veladas, ou não, e das ‘compras’ de consciências, vezes e vozes!
O que está acontecendo com o nosso outrora querido e bravo PDT, que já foi de e a cara de Brizola? Com o trabalhismo e com do PTB, de Vargas? Com o outrora respeitado e destacado MDB, de Ulisses Guimarães? Com o PSDB, de Montoro e de Covas? Cadê o PSB, de Miguel Arrais? E, com o próprio PT, de Hélio Bicudo e outros bons pensadores e próceres?
E, assim, e “Pelo andar da carruagem”, pergunto e questiono: onde será que a ‘coisa’ irá parar? Seria o fim da política, como a conhecemos? Ou, então, e no mínimo, o fim do pluripartidarismo? Cairemos na armadilha da velha URSS ou, de seu decrépito, mas ainda sobrevivente satélite, Cuba, – a de ‘los hermanos’ Castro -, ou, quando pouco, do meu querido México, de há 10 (dez) anos atrás, e para trás?
Finalizando, então, relembro, aqui e agora, o douto e inquestionável, Yves Gandra da Silva Martins, – já há algum tempo -, quando afirmou querer ser o PT, o PRI mexicano!

Promessas e eleições municipais

Importantíssimo texto que deve ser lido, copiado, divulgado por todos aqueles que pensam seriamente nas eleições que se aproximam!
Divulguem o máximo que puder!
Sei que isso não é tão interessante como a nudez de uma certa atriz global e nem comovente como o drama de um certo filho de cantor sertanejo e muito menos chocante que as palavras da ex-namorada do rei do futebol, mas é muito importante para se criar uma democracia de verdade e livre de sabidos espertalhoes!!!

 

Neste período que antecede às eleições, os pretensos candidatos a prefeito das grandes cidades costumam direcionar seus discursos para temas que, na verdade, não são da competência do município. Guiam-se pelas pesquisas de opinião pública que apontam os problemas que mais afligem a população.

A eleição municipal tem natureza diversa das eleições nacional e estadual. As grandes questões, como desemprego, crescimento econômico, segurança pública e congêneres, devem sair de cena para dar lugar a itens como buracos nas ruas, preservação de praças, parques, áreas de lazer, oferta e qualidade dos transportes coletivos, etc, numa discussão que envolva a direta participação da comunidade para, aí sim, apresentar propostas consistentes com vistas aos seus equacionamentos.

Na área do desemprego, há pouco que um prefeito possa fazer para diminuí-lo. Quem gera desemprego, ou emprego, é política econômica, atribuição esta do Governo Federal. Um candidato que proponha resolver tal problema, desconfie-se.

Em relação à segurança pública, este é um assunto que, pela Constituição Federal, cabe aos Estados e, nos casos de contrabando e tráfico de entorpecentes, à União. Um prefeito pode, quando muito, contribuir para a segurança pela melhoria da iluminação pública ou pelo cuidado para o bom estado de ruas, praças e edifícios públicos. Mas de um candidato que apregoe ser capaz de assumir o combate direto à criminalidade, desconfie-se. Quando acrescenta que vai mobilizar a guarda municipal para a repressão ao crime, à demagogia soma à confusão. Se duas polícias, a civil e a militar, tal como se apresentam, já ocasionam conflitos suficientes, em razão da rivalidade e da imprecisão na divisão de competências, imagine-se o que pode acontecer com a entrada em cena de uma terceira.

Recomenda-se, assim, que o eleitor avalie se o candidato realmente tem disposição e gosto pelas questões municipais.

Irapuan Diniz Aguiar, Integrante do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-CE

Adísia Sá analisa o voto de gratidão de Cid Gomes Pró-Luiziane – Isso em 2007!!

Esse texto não é novo, recente, mas sim de 2007! Vejam, 2007!!!
Mas vejam como ele é atual!
Como diz um certo comercial de um certo canal de TV por assinatura:
“Um povo que desconhece sua história está condenado a repeti-la”.

“Nada me surpreendeu mais nestes últimos tempos do que a frase de Cid Gomes ao ser indagado sobre a sucessão de Fortaleza: “apoio Luizianne, por gratidão.” Isto mesmo: apoio…voto por gratidão. Afinal, salienta Cid, foi graças ao apoio da Prefeita que “cheguei ao Governo”. Depois criticam as pessoas simples que votam por “gratidão” porque receberam telhas e cimento para suas casas, dentaduras, consulta médica, cirurgia, cesta básica, um dinheirinho para saldar conta na bodega. Por este gesto são marginalizadas.Afinal, são despolitizadas, Maria-vai-com-as-outras, mercenárias.Engano:são criaturas agradecidas e que se curvam ao candidato benemérito, generoso. Há até quem diga que o eleitor deve receber a “ajuda” e votar noutro candidato, numa salafradice despudorada, descaracterizando um sentimento nobre que palpita em corações humildes e em doutores…gratidão. Não importa, nem interessa saber quem é o candidato, se é gente boa, digna, cidadão correto e de espírito público. Não,o que vale é a gratidão. E é graças a esse gesto que muita gente chega ao parlamento, às chefias de governo e se mantém na crista da onda, pouco se lhe dando o eleitor agradecido. Muriçoca “encheu”, voa. Sugar o sangue da vítima é o seu destino.E é tão sedutora a muriçoca: canta nos ouvidos de seus escolhidos.

O Brasil está cheio de agraciados pelo voto generoso, agradecido. Graças a esse tipo de votação “eles” chegam às culminâncias políticas.Depois de eleitos, promessas … juramentos… compromissos… acordos, tudo vai pelos ares. Os votados se sentem desobrigados de qualquer retorno. Ora, não houve paga pelo que receberam? Telhas, cimento, dentadura, dinheirinho para pagar a bodega… E os que “receberam” não retribuíram com a única coisa que possuíam de seu, que era o voto? Mais do que voto:gratidão. Num mundo de tanto indiferentismo, egoísmo, não é de se louvar o gesto de Cid Gomes para com a Prefeita? Homem agradecido é outra coisa , não é mesmo?”

Fonte: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/adisia-sa-analisa-o-voto-de-gratidao-de-cid-gomes-pro-luizianne/

O Poder Cega

Quem está no poder tem informações privilegiadas e sabe de coisas que o cidadão comum ignora. Às vezes, tem a impressão de que só aquele círculo sabe realmente o que está acontecendo. Não é raro que a impressão seja verdadeira. Por outro lado, esse poder, capaz de propiciar conhecimento negado a todos os demais, é também motivo de ilusão.

O mundo observado de dentro do Palácio oferece perspectiva distorcida. A reclusão do gabinete e a inexorável solidão de quem governa podem facilmente romper a conexão com o que se passa do lado de fora. Perde-se a noção da realidade, sobretudo no triunfo.

Há relatos de que um imperador romano, ao retornar das conquistas e ser saudado pela multidão, tinha um escravo que, enquanto segurava a coroa de louros sobre sua cabeça, repetia ao seu ouvido: “Lembra-te de que és humano”. A glória embebece, mas mesmo a derrota pode obscurecer a visão.

Atribui-se ao cantor Chico Buarque a sugestão para criação do “Ministério do Vai Dar Merda” – com o perdão do termo chulo. A função do ministro seria alertar ao governante sobre o potencial desastre causado por decisões prestes a ser tomadas. Por exemplo: um governante pretende entrar na Justiça contra o piso salarial dos professores. Caberia ao ministro lhe dizer: “Vai dar m…”

Também Maquiavel alertava para a necessidade de o príncipe escolher homens sábios que teriam o papel de aconselhá-lo. E deveria deixar claro a eles que não ofenderiam o governante ao falarem a verdade. Para o filósofo florentino, dessa forma o político se protegeria da ilusão proporcionada pelos aduladores, “porque os homens se alegram tanto com as próprias coisas e enganam-se tanto nestas, que com dificuldade defendem-se dessa peste”.

A peste, no caso, são os puxa-sacos.

Fonte: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/o-poder-cega/

Pés de Barro

Para começar a semana refletindo sobre o poder:

“Quanto mais um poder mostra força, mais fraco ele está”.

http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/pes-de-barro/

 

A Política do espetáculo no Reino de Chayene

As peças de publicidade da Prefeitura (de Fortaleza) e do governo do Estado, atualmente vinculadas na televisão, são um retrato de um espetáculo manipulatório. Em termos de conteúdo, trata-se de uma fantasia sem lugar, pois o modelo de saúde, de educação, de habitação e de emprego gerado é tudo imagem. E quando tudo vira imagem não há mais o que falar, não há o que refletir, é o fim da política. O fazer político torna-se um simulacro, um espetáculo.
A política como espetáculo, segundo Debord, não é apenas um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediada por imagens. Trata-se de uma produção de consumo de bens materiais e simbólico num advento de exploração psíquica do indivíduo pelo capital, onde a imagem emerge como forma final da mercadoria, no campo econômico, e manipulação de consciência, no plano político e cultural.
As administrações da Capital e do Estado, conduzidas como uma sociedade do espetáculo, reproduzem o modelo comportamental da personagem Chayene, da ficção mágica da novela Cheias de Charme. Chayene é uma personagem simulada, arrogante, desrespeitosa com seus funcionários, colocando-se acima da lei, poderosa e que pensa ser amada pelo público em função do seu poder de manipulação espetacular.
O modelo Chayene de administrar é cego para problemas cuja amenização ou solução não encontre formas de o capital auferir lucros. Assim, na deriva urbana, nossas praças e logradouros são ocupados por indivíduos sem-tetos, gente que joga com os signos do destino e de um tempo sem economia, vidas que mudariam de rumo com um investimento bem aquém do que vem sendo feito para iniciativa privada em função da realização de meia dúzia de jogos da copa. Todavia, salvar vidas não é um imperativo moral para o modelo Chayene de administrar a ordem capitalista.
E para continuar com o espetáculo, para as próximas eleições em Fortaleza, o poste sem luz preferido por Chayene já sinaliza, pelo uso político que vem fazendo da secretaria municipal de educação, que será um El-mamo na coisa pública. Agora é possível entender o slogan “Fortaleza bela”, significa que temos uma política como espetáculo, como simulacro. Ubiratan Xavier,

Fonte: http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/a-politica-do-espetaculo-no-reino-de-chayene/
Professor da UFC