Arquivo mensal: julho 2012

O Mito da Caverna de Platão, versão petista

Quem quiser saber mais sobre o Mito da Caverna veja o que diz a Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna

Mas vamos a versão petista do referido mito.
Havia um grupo de petistas …que vivia numa caverna, acorrentados pelas idéias doutrinárias impostas pela mídia do partido. O mundo exterior, fora da caverna era mostrado para eles através de revistas, livros, jornais e programas exibidos em uma televisão devidamente sintonizada em um canal no qual só eram exibidos programas do partido.
Essa doutrina afirmava que o sumo-sacerdote de nove dedos era um ser iluminado, que tudo que fazia era em prol do povo e para a felicidade do povo. A mesma doutrina dizia que um outro grupo que tinha como símbolo um pássaro de bico grande representava as forças do mal, do atraso, que deviam ser banidos para o limbo da política. E que o ideal era que a doutrina petista que deveria prevalecer.
Os petistas dentro da caverna entendiam o mundo apenas através daquilo que lhe chegava pela máquina de propaganda do partido. Assim sendo, o mundo exterior era do jeito que o partido queria que fosse.
Acontece que um dia, um desses petistas resolveu, por pura curiosidade, pensar em como deverá ser o mundo fora da caverna. Diante desse pensamento chegou a comentar com os demais:
– Companheiros, será que a realidade é isso mesmo? Será mesmo que o mundo é isso?
Imediatamente, o petista rebelde, que ousou pensar diferente, foi sumariamente expulso da caverna, pois não concordava com aquilo que era a doutrina do partido.
Ao sair da caverna, o petista, ou melhor, o ex-petista quase ficou cego com a luz do sol (o pessoal do PSOL pode dizer então que esse ex-petista que quase foi cegado pelo sol fundou o PSOL numa clara alusão a este momento que fez-se a luz! Mas isso é outra história…) percebeu que o mundo era completamente diferente daquele que chegava até eles através da mídia partidária.
Inconformado com os anos a fio que ele passou sendo iludido com a linha doutrinária do partido, o ex-petista num claro gesto altruísta resolve voltar à caverna para libertar os antigos companheiros e mostrar para eles que a realidade não é aquela que chegava até eles.
Ao voltar para o interior da caverna e depois de contar tudo aquilo que viu e ouviu no mundo exterior, o ex-petista foi brutalmente espancado pelos seus antigos companheiros e ainda acusado de traição, de ter sido coptado pela mídia alienante do sistema capitalista que está à serviço do grande imperialista que só pensa em massacrar a classe operária. O ex-petista foi banido em definitivo da caverna e ainda ameaçado caso voltasse a tentar desestabilizar a ordem do sistema criado pelo sumo-sacerdote de nove dedos e seus seguidores.
E assim, aquele grupo de petistas continua na caverna do partido acreditando piamente que o mundo real é esse que o partido mostra para eles e que toda ideia contrária só pode ser fruto da mídia alienante que está à serviços do grande capital imperialista que tem como o objetivo massacrar a classe operária e impedir a revolução do proletariado!

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PREFEITO, UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO NO BRASIL

Antigamente a pessoa mais importante da cidade era o coronel, com ou sem patente. Ele exercia a função de chefe político, aquele que escolhia os candidatos a prefeito, deputado e até governador. Quando não ficava satisfeito com o desempenho do político, ele passava a ser o próprio candidato. O homem dava as ordens e ai daquele que não as obedecesse! Outra personalidade marcante da vida política da cidade era o padre. Digamos que o padre foi um coronel esclarecido, afinal, estudara no seminário, a melhor escola da época. Ele não somente tomava de conta das almas dos que se foram, como das dos que ainda continuavam vivos. Nos tempos atuais, a pessoa mais importante da urbe passa a ser o prefeito. Esse era um cargo para quem tinha amor à cidade. Naturalmente o cidadão deveria ser um dos mais populares. O prefeito não precisava prometer mundos e fundos, pois sua honestidade estava respaldada em seu passado sem mácula. O prefeito era aquela pessoa cuja sensibilidade captava o sonho de seu povo e o transformava em realidade. Sua administração simples, sem corrupção e com obras necessárias, falava por si própria.

O coronel se esvaiu com o fim das ditaduras e a queda paulatina do analfabetismo. O padre entrou em contradição com aquilo que pregava e com aquilo que praticava, caindo na desgraça do povo. Isso não quer dizer que não existiram padres e coronéis honrados. Difícil era combinar a forma autoritária de se fazer política com os princípios da exigente democracia. Eis que a era dos prefeitos está se acabando. Nas mãos desses políticos, a prefeitura virou um balcão de negócios sujos. Infelizmente ser prefeito tornou-se sinônimo de pessoa que faz transações escusas e enriquece da noite para o dia. Quase todo candidato a prefeito deixa a população com uma pulga atrás da orelha. Hoje o prefeito é o Lobo Mau que pensa que o povo é a boba da Chapeuzinho Vermelho. Assim aquele jovem idealista e cheio de bons propósitos está, cada vez mais, afastando-se da política. Esse parece ser o legado que os atuais prefeitos estão deixando para as futuras gerações no Brasil. Em um futuro próximo, talvez a população sem prefeito encontre o seu caminho.

Lá vou eu: O “Prefeito” centralizador, ditador, reacionário, egocêntrico, petulante, incompetente, perseguidor, e extremamente hipócrita e demagogo, infelizmente, continua sendo uma realidade em inúmeras cidades que sucumbem sobretudo ao desemprego, o que torna o prefeito, segunda sua visão, o dono e senhor dos destinos de quem precisa implorar pelo seu ganha pão. Isso só acontece em cidades sem vagas no mercado de trabalho. Além disso, esses prefeitos tratam a prefeitura como se fosse uma empresa familiar, nomeando parentes, aderentes e “absorventes” para os cargos vitais e mais rentáveis dentro do órgão.

Fonte: http://www.camocimonline.com/2012/07/prefeito-uma-especie-em-extincao-no.html

Subdesenvolvido, sim senhor!

“O Brasil é uma terra de amores,
Alcatifada de flores,
Onde a brisa fala amores,
Nas lindas tardes de abril.
Correi pras bandas do Sul.
Debaixo de um céu de anil,
Encontrareis um gigante deitado:
Santa Cruz, hoje o Brasil.

Mas um dia o gigante despertou (ooaahhh!).
Deixou de ser gigante adormecido.
E dele um anão se levantou.
Era um país subdesenvolvido
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido (bis)…”

Na época do Golpe de Estado de 1964, no Brasil, esta música tornou-se muito popular entre os estudantes. Tinha até um disco em vinil (não havia CD, meninos) de 45 rpm, daqueles pequeninos, que circulava de mão em mão, escondido, porque quem fosse apanhado com ele, poderia ir preso. A música foi considerada subversiva pela ditadura – só porque debochava do subdesenvolvimento do país.

Agora, passadas quase cinco décadas, proponho que deixemos de hipocrisia, daquelas frases altissonantes tipo “Brasil Grande”, “Brasil, o país do futuro”, “Já somos Primeiro Mundo”, “Nosso PIB é maior que o da Inglaterra” e similares, tão ou mais calhordas que elas. Seja lá qual for o nome que tenhamos desde o Descobrimento – Ilha de Vera Cruz,Terra de Santa Cruz, Brasil, Estados Unidos do Brasil, República Federativa do Brasil, Belíndia, Momolândia, Pindorama – o fato inescapável é que o Brasil é, sim, um país subdesenvolvido.

Foto de “Acorda Cidadão – Movimento de Cidadania e Politização”

Senão, vejamos: gastamos horrores para reformar estádios de futebol de escassa utilidade no futuro – como no caso do Maracanã – e, ao mesmo tempo, deixamos às traças, do outro lado da rua, uma universidade pública, como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e nada fazemos para impedir seu hospital pegar fogo. Isso é subdesenvolvimento, sim, sem eufemismos ou meias palavras.

País que constrói uma Cidade da Música, um prédio faraônico e inútil na Barra da Tijuca, também no Rio, e não ensina nem flauta doce às crianças das escolas públicas, é subdesenvolvido, sim.

País, cuja população que trabalha nas charmosas pousadas do Nordeste para atender ao mais exigente turista, mora em casa com esgoto a céu aberto, é subdesenvolvido sim.

Antes de mandar suas tropas para o Haiti, para posar de potência mundial, e de os nossos guias e líderes tirarem foto ao lado de outras excelências dos “G vintes”, “G oitos”, Brics e Bracs, e outras siglas tapeadoras, país desenvolvido faz o dever de casa, garante a segurança no seu território e não se torna liderado por outros, menos desenvolvidos e aos quais deveria liderar.

O Brasil era subdesenvolvido antes e continua sendo subdesenvolvido agora e, do jeito que as coisas vão, continuará subdesenvolvido por muito tempo.

Que me perdoem os antigos e os novos ufanistas de plantão. Os que, à maneira do dr. Pangloss, de Voltaire, acham que vivemos no melhor dos mundos; os que embarcaram de cabeça na já célebre teoria da marolinha. A esses recomendo, com entusiasmo, a qualificação do nunca assaz louvado Ivan Lessa: isto aqui é mesmo o Bananão!

Terei voltado a ser um subversivo nesta República de Bananas que é hoje uma das maiores economias do planeta com um Índice de Desenvolvimento Humano similar ao de países considerados por nós mesmos como muito pobres?

 

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/subdesenvolvido-sim-senhor/print/

Tudo pelo voto! Até andar de jumento no meio do povo!

E estamos no período da campanha eleitoral!
Cenas que deveremos ver em breve:

1. Candidato com criança (cheia de remela e catarro escorrendo pelo nariz, se acabando de chorar) nos braços!

2. Candidato tomando cachaça com os eleitores. (Detalhe: o referido candidato no máximo toma uisque 12 anos)

3. Candidato comendo buchada de bode, sarrabuio, panelada, mão de vaca e outras comidinhas “leves” da nossa culinária popular.

4. Candidato indo a inúmeros velórios e dizendo que lamenta muito a perda do falecido (ou falecida).

5. Candidato chorando ao falar com o público dizendo que lembrou do tempo que passava fome!

6. Candidato suando em bicas por andar no meio do povo (afinal de contas está fora de forma e não tem hábito de caminhar, só anda de carro com ar condicionado ligado).

7. Candidato prometendo acabar com todas as mazelas da cidade.

8. Candidato apertando a mão de todo mundo e distribuindo sorrisos!

‎9. Candidato se transformando em um fiel altamente eclético, ou seja, o candidato será visto comungando numa igreja católica, depois lendo a Bíblia em um culto evangélico e logo mais, fumando um charuto e incorporando uma entidade em um terreiro de umbanda!

Essa listagem não é definitiva. Quem quiser pode aumentá-la, basta escrever na forma de comentário!

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Como criar um POVO IDIOTA (destituído de inteligência):

Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, idiota é:

adj. 2 g. s. 2 g.
1. Diz-se da pessoa incapaz de coordenar ideias.
2. [Por extensão]  Pateta; parvo.
3. Que denota estupidez.
Em sentido pejorativo também pode ser um indivíduo destituído de inteligência;
Vejamos os dez passos para se criar um povo, uma nação de indivíduos destituídos de inteligência – idiotas:
1º Acabar com a educação de qualidade.
2º Dar oportunidade para poucos.
3º Criar uma mídia inútil.
4º Garantir um sistema de saúde horrível.
5º Cobrar altos impostos.
6º Garantir a impunidade.
7º Tudo tem que NÃO funcionar.
8º Promover o desemprego.
9º Jamais investir em tecnologia.
10º Empregar “mágicos” no Governo.

“Lula não tem caráter”, prof. Chico de Oliveira

O Roda Viva do dia 2 de julho recebeu o sociólogo Chico de Oliveira, professor emérito da Universidade de São Paulo. Na pauta, estiveram temas da política, as eleições municipais deste ano e a proximidade do início do julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal.

Um dos fundadores do PT, Chico de Oliveira abandonou o partido em 2003. Fez parte do grupo de dissidentes que ajudou a criar o PSOL, com o qual também viria a romper. Autor de diversos livros, foi premiado com um Jabuti em 2004, pela obra Crítica a Razão Dualista – O Ornitorrinco. Para o professor, “O ornitorrinco é um fracasso de Darwin” e por isso pode ser comparado ao Brasil, que alcançou a modernidade, porém ainda vive em atraso – “uma necessidade de como o país foi formado”.

No período de ditadura militar, Chico foi torturado em São Paulo e preso em Pernambuco. O esquerdista defende que os que cometeram crimes devem ser julgados e afirma que sabe quem foram os seus torturadores. Durante o programa, Chico citou o nome de dois delegados. Assista a entrevista na íntegra e veja a declaração.

O sociólogo diz que o Estado tem que ir atrás dessas pessoas e que se a Comissão da Verdade quiser o seu depoimento ele está disposto a falar. “A minha tortura não vale um tostão, só vale se foi sofrida em nome da liberdade”, declarou ainda.

Chico que participou efetivamente de partidos políticos, hoje afirma que não tem interesse em fazer parte do meio governante. “Eu não sirvo a nenhum governo. Não quero nada com o Poder, estou sempre contra ele”.

Além de criticar o governo, Chico fez declarações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Lula é muito mais esperto do que vocês pensam. O Lula não tem caráter, ele é um oportunista”. O sociólogo defende que Lula não liderou greves dos metalúrgicos. “Se ele quiser, que me processe. O Lula é uma vocação de caudilho, a ante-sala do ditador”.

Para o professor, a diminuição da pobreza é a parte fundamental de um governo de esquerda, mas não foi o Lula que fez. “Essa condição de benefícios sociais vem desde José Sarney”.

Sobre Fernando Henrique Cardoso, Chico disse o presidente se esqueceu do que o sociólogo sabia. “FHC foi de esquerda e foi até do Partido Comunista. Ele resolveu mudar porque decifrou que no Brasil ninguém chega ao poder sendo totalmente de esquerda”.

Já sobre Dilma, ele questionou se ela tem feito mesmo um governo de esquerda e disse ainda que a presidenta não consegue governar porque “Lula não deixa”.

O Roda Viva é apresentado pelo jornalista Mario Sergio Conti e, para esta edição, contou com os seguintes entrevistadores convidados: Ricardo Noblat (jornalista, Blog do Noblat), José Márcio Mendonça (jornalista e editor do blog A Política Como Ela É, articulista do jornal Diário do Comércio de S. Paulo e editor da coluna “Política e Economia na Real” no site Migalhas), João Gabriel de Lima (redator-chefe da revista Época), Liliana Lavoratti (editora-chefe do jornal DCI) e Ivana Jinkings (diretora da Boitempo Editorial e editora da revista Margem Esquerda, de estudos marxistas). O Roda Viva também teve a participação do cartunista Paulo Caruso.

Qual o perfil de cidadão que todo governante queria para governar?

Quem governa, na maioria das vezes (na quase totalidade das vezes podemos afirmar) não gosta de ser questionado!

Por quê?

Porque terá que dar explicações, justificativas e convencer os governados. E essas mesmas explicações e justificativas, poderão dar margem para outras questões e assim entra-se num grande círculo virtuoso (sim, virtuoso e não vicioso!)!

Um cidadão que não questiona, que não pergunta está (e estará) sempre satisfeito com aquilo que é proposto e é feito pelo governante. Para este cidadão, o governante é quase uma figura divina, dotada de todo o saber e portanto INFALÍVEL!

E que governante não tem no seu íntimo esse sentimento faraônico? Penso que a imensa maioria, especialmente aqueles que não suportam oposição e por isso mesmo travam batalhas para dizimar aqueles que por ventura venham a se mostrar contrários às suas idéias.

Dessa forma nascem os estados ditatoriais!

Assim sendo, o cidadão ideal para muitos governantes, é o cidadão pacato, ordeiro, obediente e que não questiona! Esse tipo de cidadão não incomoda e não incomodará jamais. Vive o tempo todo achando que está tudo muito bom, tudo muito bem e que até deve ser grato ao governante!

Mas como fazer um cidadão que não seja assim tão passivo?!

A primeira coisa é trabalhar a educação. Mas uma educação de verdade e não somente capacitação técnica. De uns tempos para cá temos conseguido formar muitos bons apertadores de botão e preenchedores de formulários, mas não estamos conseguindo formar muita gente que realmente pense, que questione. A escola não tem cumprido bem esse papel! E a família, pior ainda.

Depois, deve-se incentivar a participação nas decisões da cidade. Mas esse modelo de gestão participativa que vemos em muitos municípios onde conselhos são criados apenas para homologar decisões do executivo ou simplesmente para dizerem amém a tudo que é proposto pelo governante é uma completa falácia. Deve-se ter o contraditório!

E por fim, o cidadão não pode esquivar-se de seu real papel diante da sociedade. Ele deve, por exemplo, cobrar e vigiar bem o trabalho daqueles que fazem as leis. Não adianta ficar choramingando, reclamando que a Justiça neste país não funciona, quando na verdade o Poder Judiciário é apenas o aplicador das leis que são feitas pelos legisladores (vereadores, deputados estaduais e federais e senadores). Cobremos destes homens que honrem os votos recebidos! Vereador, em especial, não é para transformar a Câmara Municipal, também conhecida como a Casa do Povo, em uma Secretaria Especial da Prefeitura Municipal, bem como os deputados estaduais não devem transmutar a Assembléia Legislativa em igual Secretaria Especial do Governo do Estado! Os legisladores também devem atuar como fiscalizadores do Poder Executivo!

O cidadão tem que despertar do seu sono profundo e agir como um ser político de fato!