Em época de eleição vale tudo e tudo pode!

 

 

 

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Para pensar… E pensar muito!

“Quando você perceber que para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência mais que pelo trabalho e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

Ayn Rand

Brasil, nação classe C

GUILHERME FIUZA é jornalista. Publicou os livros Meu nome não é Johnny, que deu origem ao filme, 3.000 dias no bunker e Amazônia, 20º andar. Escreve quinzenalmente em ÉPOCA gfiuza@edglobo.com.br

Dilma Rousseff declarou que “queremos um país de classe média”. É a primeira governante a anunciar como deve ser a pirâmide social. Desde o lema da ditadura do proletariado não se ouvia algo parecido. Aparentemente, a doutrina Dilma substituiu a dialética pela aritmética: para resgatar os muito pobres é preciso acabar com os muito ricos. Um Eike Batista será transformado em alguns milhões de emergentes da classe C. Talvez eles formem uma cooperativa para cuidar das jazidas de Eike. Ou então acabarão de uma vez com esse negócio de explorar ouro e petróleo, que são coisas de rico.

Já estava mesmo na hora de eliminar a elite da vida brasileira. E não só pelo aspecto econômico. Foi profundamente incômodo ao país ser presidido por um intelectual cultivado, cheio de títulos acadêmicos. Dentre outros comportamentos elitistas, esse presidente acabou com o compadrio na área econômica do governo, impondo a virtude como critério. Ou seja: um desumano, insensível aos apelos de um amigo, parente, afilhado ou cabo eleitoral.

O presidente ficou conhecido como “o filho do Brasil”, por ser “gente como a gente”. “A gente” quem, cara-pálida?

Nesse período, a economia brasileira saiu das trevas, mas o país só ficou à vontade quando foi entregue a um ex-peão. A nação ficou aliviada sob um presidente que empregava os companheiros, que não se importava em maltratar a língua, que se orgulhava de não ler jornais, que fazia o elogio da ignorância – ufanando-se da sua própria falta de estudos, ao cantar vitória sobre o antecessor diplomado. O símbolo máximo dessa cultura (sic) foi a distribuição pelo MEC de livros ensinando uma espécie de português não contabilizado (“nós pega o peixe” era uma das novidades do idioma).

Esse presidente ficou conhecido como “o filho do Brasil”, por ser gente como a gente. Você perguntaria: “‘A gente’ quem, cara-pálida?”. Evidentemente, uma pergunta elitista. Cheque seu passaporte, porque você talvez não caiba no Brasil de classe média.

Fora um certo sotaque fascista, até que a ideia do nivelamento geral de um povo poderia ter seus encantos. Nessa grande nação classe C, não existiria mais, por exemplo, o golpe do baú. As moças interesseiras teriam de mudar de ramo, porque não valeria mais a pena cavar um casamento para continuar na mesma classe social. (Esclarecendo que o mesmo raciocínio vale para os rapazes interesseiros. No império da igualdade, é mais prudente tirar a média de tudo, até dos sexos.)

Nessa doce sociedade mediana, as ambições também terão de estar niveladas, para garantir que todos sejam iguais perante suas contas bancárias (ou mais ou menos iguais, vá lá). Isso acabará com um dos grandes problemas do capitalismo, que é a exploração do homem pelo homem. Estando quase todo mundo na classe C, a mais-valia sairá de moda. E, não havendo mais nenhuma outra classe relevante, essa imensa e única classe média poderá, por que não, ser rebatizada de classe A – num grande final feliz que nem Aguinaldo Silva imaginaria, muito menos Karl Marx.

A erradicação da elite, a partir do postulado de Dilma Rousseff, traria benefícios imediatos ao funcionamento do país. Ministros como Fernando Pimentel e Mário Negromonte poderiam sair de seus esconderijos e voltar ao trabalho, sem a imprensa burguesa e elitista para fuxicar seus negócios no governo popular. Pelo mesmo motivo, a presidente não precisaria gastar todo o seu primeiro ano de governo tentando segurar ministros que caíam de podres. Sobraria-lhe mais tempo para trabalhar nas fundações do seu Brasil médio. E que país seria este?

Seria um país muito mais tolerante. Além das liberalidades no uso da língua portuguesa e do dinheiro público, a mentalidade média que emerge da sociologia governamental muda inteiramente o conceito de responsabilidade. Por exemplo: o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, teve a carteira de habilitação apreendida por dirigir em excesso de velocidade e falando ao celular. De cara limpa, tranquilo, apareceu no Detran confirmando seus delitos e anunciando que “retomará os parâmetros de civilidade”.

Já o hábito da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, era estacionar em local proibido. Ela também apareceu sorridente, prometendo que não vai mais fazer isso não.

Tudo normal. Tudo médio. Inclusive os parâmetros de civilidade e humanidade.

 

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/opiniao/guilherme-fiuza/noticia/2012/01/brasil-nacao-classe-c.html

Eleições do Reino Encantado de Sobral das Maravilhas – de 1996 aos dias de hoje!

A história recente pode nos apresentar algumas boas informações que através das quais podemos compreender melhor o momento atual. Partindo desse pensamento, pus-me a olhar para trás e procurar lá em 1996, ano em que o Grande Faraó Quéops Ferreira Gomes foi eleito pela primeira vez prefeito de Sobral.

Naquela época, a cidade estava imersa no seguinte cenário da gestão municipal: entrava prefeito e saia prefeito numa questão de dias, às vezes semanas, às vezes meses. Era uma liminar por cima da outra. E assim, podemos dizer que cidade passou cerca de pouco mais de um ano sem realmente contar com administração de verdade junto ao Paço Municipal. Porque vamos e venhamos, não temos como administrar uma cidade num contexto como esse.

O prefeito na época era o senhor Ricardo Barreto. Como o sobrenome demonstra, vem de uma das tradicionais famílias que durante algum tempo exerceram forte poder político. Enquanto que o vice era Aldenor Façanha Júnior.

Nesta época nosso Grande Faraó estava deputado estadual. Com o destaque obtido pelo mesmo enquanto ocupante de uma cadeira na Assembleia Legislativa, resolve candidatar-se a prefeito de sua cidade natal. Sendo eleito com cerca de 64% dos votos válidos.

Agora vamos a uma leitura das entrelinhas… A gestão do então prefeito Ricardo Barreto não poderia ser bem cotada mesmo. É humanamente impossível alguém ser um bom gestor na situação acima descrita. Sendo assim, a população estava cansada e ansiava por algo novo. E eis quem surge no horizonte?! Cid Ferreira Gomes. Representando o rompimento com o passado, uma esperança de dias melhores para a cidade e etc etc etc…

Seu oponente tinha como ponto fraco, talvez seu calcanhar de Aquiles, o fato de representar o passado. Ou seja, aquela velha ideia de famílias políticas, grupos oligárquicos, dentre outras coisas que não são bem vistas quando o eleitorado tem um pouco mais de esclarecimento.

O Cid foi eleito. Fez uma gestão que mudou a cara da cidade. Mas vamos novamente para uma leitura das entrelinhas… O encanto proporcionado pela primeira gestão Cid Gomes que tinha como slogan “Sobral no Rumo Certo” foi em grande parte graças às péssimas gestões que o antecederam! Assim, se o governante fizesse o mínimo que fosse ele já seria visto como uma espécie de redentor, de salvador ou mesmo Messias! Ato contínuo, ele foi reeleito. Não tinha mesmo como ganhar dele, uma vez que a sua gestão o credenciava a mais quatro anos no poder. Sem falar que seu opositor na época fora o mesmo que ele já havia derrotado e ainda carregava sobre seus ombros o estigma do passado.

Depois de oito anos no poder e tendo feito gestões que colocaram a cidade num lugar de destaque inclusive nacional, chegou a hora de passar o bastão para outra pessoa. Mas quem? Naquela época, com sua popularidade atingindo níveis estratosféricos era fácil demais indicar alguém. O Cid Gomes gozava de tanta popularidade que se ele indicasse o Cego Aderaldo para prefeito era capaz do mesmo ser eleito com larga vantagem. E deu a lógica novamente.

Mas ficar muito tempo no poder tem seu lado negativo (como tudo nessa vida tem). A primeira gestão do sucessor do Grande Faraó foi uma gestão normal, sem grandes acontecimentos, sem grandes revoluções. Podemos até mesmo dizer que seria mesmo extremamente difícil para o agora Secretário Especial de Portos tentar fazer algo que pelo menos se igualasse o que fora feito antes. E novamente temos que levar em consideração o fator comparação. Quando Cid Gomes assumiu pela primeira vez, ele encontrou terreno fértil para se destacar como gestor, pois os seus antecessores não fizeram o dever de casa. Quando o Leônidas assumiu o comando, a situação era muito diferente. A cidade já estava “revolucionada” e não teria como passar incólume pela comparação com seu antecessor. Alguns até chegam a dizer que a gestão do Leônidas foi pífia. Aqui faço certa justiça. Digo que não foi ruim. Também não foi espetacular. Foi medíocre, esteve na média. Ele esteve na média! E nada mais.

Como o efeito Cid Gomes ainda podia ser sentido pela cidade e tendo a oposição sido literalmente ANIQUILADA, a reeleição de Leônidas também era certa.  Mas o efeito Cid Gomes já começava a dar sinais de cansaço e exaustão. Cid Gomes agora era governador do Estado do Ceará e tinha mais ocupações. Muitos de Sobral chegam a dizer que ele esquecera sua terra, mas temos que lembrar (e novamente dar uma de advogado do diabo) que ele não era Governador somente de Sobral. Mas isso é material para outro texto.

Quando a cerca de quase dois anos o inesperado acontece! O então prefeito é subitamente içado (ou terá sido ejetado?) para Brasília para cuidar dos Portos brasileiros. Festa geral no Reino Encantado de Sobral das Maravilhas. O eldorado sobralense estava caminhando para concretizar-se. Já tinha um governador sobralense e um secretário com status de ministro também sobralense (apesar de ser de Coreaú) faltava agora o cargo de presidente (muito almejado pelo ex-tudo, irmão do Grande Faraó) e o de papa (que poderia ser o Pe. Zé Linhares!!! Risos isso é uma piada… É só para deixar o texto mais divertido!).

De uma hora para outra o então vice-prefeito que já fazia algum tempo ocupava um cargo no IPHAN (e por conta disso estava distante do cotidiano da Prefeitura Municipal de Sobral) teve que voltar à sua terra e “virar” prefeito! Vamos e convenhamos, essa transformação do Prometeu em prefeito de uma hora para outra pode ter sido uma grande sacanagem que os irmãos Ferreira Gomes fizeram com ele. Posso dizer que deram uma bomba (a Prefeitura Municipal de Sobral) para o Prometeu desarmar e ele até hoje não sabe se corta o fio azul ou o vermelho!

A gestão veveuzista começou com muita expectativa. Um de seus primeiros atos foi promover um limpa geral em vários cargos que diziam serem ocupados por pessoas que não trabalhavam e até mesmo ensaiar uma reforma de secretariado. Mas ficou por aí mesmo. Até hoje não entendo o que fez o Prometeu “puxar o freio-de-mão” e continuar com a herança de secretários da gestão passada. Por que ele não montou seu próprio gabinete? É uma pergunta que vive em minha mente…

E o tempo foi passando… E as promessas de dias melhores para a cidade surgindo a cada semana… Empresas e mais empresas querendo instalar-se na cidade! Projetos ousados (aeroporto regional, porto seco, internalização da fiação do centro histórico, novo Museu Madi, etc. etc. etc…) E a cidade começando a ganhar um ar de abandono (lixo nas ruas, reclamações e mais reclamações da população por falta de médicos e medicamentos nos postos de saúde, buracos nas ruas, ruas e praças escuras, esgotos a céu aberto em alguns bairros periféricos, falta de água em outros bairros e em alguns distritos, etc. etc. etc). E enquanto isso o Prefeito prometendo dias melhores! Chegamos ao ponto de ter que ter bastante fé para acreditar naquilo que não vemos!

O cenário estava desenhado. Como não poderia deixar de ser, o flanco estava aberto e o terreno se tornava propício para os ataques por parte da oposição. Mas que oposição? Não havia oposição até então. Todo mundo rezava pela mesma cartilha! Assim sendo os ataques vieram dos próprios aliados, o famoso fogo amigo! A Câmara Municipal se tornou palco de homéricos embates entre vereadores que muito se queixavam da inércia da gestão veveuzista e um ou outro que tentava defender o quase indefensável!

E o tempo foi passando e as eleições aproximando-se!

O burburinho era geral… Será que o Veveu vai ser mesmo ungido candidato à reeleição!? Houve quem dissesse que não. Mas nunca acreditei nisso. Por quê? Porque seria o SUPRASSUMO DA TRAIÇÃO se os irmãos Ferreira Gomes não ungissem o Prometeu candidato à reeleição! Mesmo que aparentemente (digo aparentemente porque não temos pesquisas de opinião pública divulgadas sobre a popularidade do Prefeito) a sua gestão não estava sendo bem vista era preferível arriscar uma derrota do que ser visto pela população como traidores piores do que Judas Scariotes (isso pode ser uma visão altamente positiva)! Partindo de uma análise bem simplória, podemos dizer que não havia porque temer ungir o Prometeu candidato, afinal de contas as máquinas (prefeitura e estado) estavam nas suas mãos e de seus principais aliados. E assim foi formando o amplo arco de aliança entre partidos das mais diversas ideologias (será que eles sabem o que venha a ser isso?) para poder dar sustentação à campanha veveuzista! Sem falar no amplo e irrestrito apoio dos grandes caciques da política local, estadual e nacional!

Porém, como diz o poema, havia uma pedra no meio do caminho.

E essa pedra era um candidato sem tradição política, sem apoio de medalhões do cenário político local ou estadual e até nacional, mas que ao longo dos quase dois anos da gestão veveuzista andou fazendo o dever de casa (andou visitando bairros e distritos, conhecendo de perto a população e seus problemas e ouvindo seus queixumes). Some-se a esse candidato duas outras candidaturas. Uma do eterno adversário dos Ferreira Gomes e uma terceira de outro estreante. Não podemos deixar de chamar a atenção que mesmo assim bem dividida a oposição tem apontado sua artilharia para a gestão municipal! E como disse em outros momentos, a população de Sobral já experimentou, mesmo que por pouco tempo, o que é uma gestão veveuzista. Já os demais candidatos são a novidade. A novidade que um dia fora o Grande Faraó Queops Ferreira Gomes!

Quanta ironia do destino! Vejam como a História muitas vezes é cíclica! Há quase vinte anos o Cid surgia como o novo, a novidade no horizonte político contra aqueles que representavam o passado, as oligarquias. Hoje, ele é o PASSADO! Hoje, os Ferreira Gomes são a OLIGARQUIA! Agora livrar-se desse estigma parece ser a grande tarefa da campanha que agora, como novidade, está na televisão!

Ainda temos pouco mais de um mês de campanha tanto nas ruas como nos meios de comunicação, especialmente nas redes sociais. O que podemos dizer é que nas ruas a campanha está morna, sem sal, insípida e inodora! Na TV e no rádio é aquele festival de promessas tanto da situação como das oposições! Já nas redes sociais… A coisa está bem diferente, bem aguerrida mesmo!

Como até o presente momento não foi divulgada nenhuma pesquisa de intenção de votos em Sobral, está todo mundo com a respiração presa esperando o momento da eleição. Sem falar que a eleição este ano está muito diferente, muito estranha mesmo! Não há empolgação grande por parte do eleitorado. Há sim um sentimento de desconfiança no ar!

O futuro, só o tempo dirá!

E viva o voto!

As Novas Modalidades de Compra de Votos

Não se compram mais votos através de dentaduras, sacas de cimento, “cortes” de tecido, pneus de bicicleta ou coisas do gênero. Foi-se o tempo que o povo era comprado por essas quinquilharias!

Compra-se votos hoje não realizando concursos públicos para preenchimento de cargos e funções na administração pública. Desta forma emprega-se um sem número pessoas através de cargos comissionados, contratações por tempo indeterminado sem nenhuma garantia de estabilidade e até mesmo através de cooperativas montadas de forma altamente exóticas e exotéricas.

Com esse modus operandi se constitui um verdadeiro exército de cabos eleitorais que nestas épocas de eleições municipais se vêem obrigados a trabalhar pela eleição do atual mandatário de uma cidade para que assim possam garantir a continuidade de seus empregos e consequentemente o sustento de suas famílias.
Uma forma de compar de votos altamente disfarçada e que ainda conta com o aval da lei.
Essa é uma das novas formas de comprar votos!
Outra forma bem sutil de comprar votos são as licitações. Curiosamente em muitas licitações sempre uma determinada empresa está vencendo. Não se sabe o porque, mas ela sempre tem os melhores preços. Geralmente essas empresas foram doadoras de campanha e de certa forma estão retirando o investimento que fizeram na candidatura.
A outra forma de comprar votos nos tempos atuais é passar para a população, especialmente a menos esclarecida, a idéia de que se o candidato do atual poder não for eleito (ou reeleito) inúmeras obras que ora estão sendo realizadas (e curiosamente essas obras ganham muita celeridade em ano eleitoral, não é?!) não terão continuidade caso quem venha a ser eleito seja um opositor.
Também derivada desta forma de compra de votos citada no parágrafo anterior há a ampla divulgação da falsa verdade de que se o opositor for eleito inúmeros projetos que ora realmente funcionam na gestão atual serão descontinuados.
Podemos assim dizer que a compra de votos passa para o nível da coação, do uso do medo como instrumento de decisão. O medo sempre foi uma poderosa arma nas mãos de quem sempre quis manter-se no poder!
Infelizmente ainda há um contingente muito expressivo de eleitores que, coitados, não possuem acesso à informação, não possuem um senso crítico bastante desenvolvido, e que por isso se deixam levar por essas novas modalidades de compra de votos!
Porém, cabe a nós que temos o acesso à informação, o senso crítico apurado, atuar junto a essas pessoas para lhes esclarece e mostrar que não é preciso ter medo do novo, da mudança.
Não tenhamos medo da mudança!

A inteligência da elite social brasileira

Um dos preconceitos mais firmemente bem estabelecidos no Brasil é aquele que afirma que a culpa de todos os problemas do país decorre da “ignorância do povo”. A elite social da população brasileira, formada pelas classes A e B, em linhas gerais, está profundamente convencida de que o seu status de elite social lhe concede – como um bônus – também o título de “elite intelectual” do país.

Dentro desse raciocínio, a elite brasileira “chegou lá” não apenas economicamente, mas também no que diz respeito às esferas intelectuais e morais – talvez até espirituais. O país só não vai pra frente, portanto, por causa dessa massa de ignóbeis das classes inferiores. Embora essa ideia preconcebida seja confortável para o ego dos que a sustentam, os fatos insistem em negar a tese do “povo ignorante versus elite inteligente”.

O motivo é simples de entender: em nenhum lugar do mundo, a figura genericamente considerada do “povo” se destaca como iluminada ou genial. Por definição, uma autêntica elite intelectual de um país se destaca, precisamente, por seu contraste com a mediocridade (aí entendida como “relativa ao que é mediano”). Ou seja, não é “o povo” que tem obrigações intelectuais para com a elite social, e sim, justamente o contrário: é preferencialmente entre a elite social e econômica que se espera que surja, como consequência das melhores condições de vida desfrutadas, uma elite intelectual digna do nome.

Analfabetos funcionais

Uma elite social que, intelectualmente, faça jus ao espaço que ocupa na sociedade, não apenas cumpre com o seu papel social de dar algum retorno ao meio que lhe deu as condições para uma vida melhor como, ainda, cumpre o seu papel de servir como exemplo – um exemplo do tipo “estude você também”, e não um exemplo do tipo “lute para poder comprar um automóvel tão caro quanto o meu”.

Tendo isso em mente, torna-se fácil perceber que o problema do Brasil não é que o nosso povo seja “mais ignorante”, pela média, do que a população dos Estados Unidos ou das maiores economias europeias. O problema, isso sim, é que o nosso país ostenta aquela que é talvez a elite social mais ignorante, presunçosa e intelectualmente preguiçosa do mundo, que repele qualquer espécie de intelectualidade autêntica precisamente porque acredita que seu status social lhe confere, automaticamente, o decorrente status de membro da elite intelectual pátria, como se isso fosse uma espécie de título aristocrático.

Nenhum país do mundo tem um povo cujo cidadão médio é extremamente culto e devorador de livros. O problema se dá quando um país tem uma elite social que é extremamente inculta e lê/escreve num nível digno de analfabetismo funcional. Pesquisas recentemente divulgadas dão por conta que apenas 25% dos brasileiros são plenamente alfabetizados, e que o número de analfabetos funcionais entre estudantes universitários é de 38%. A elite social brasileira possivelmente acredita que a totalidade desses 75% de deficientes intelectuais encontra-se abrangida pelas classes C, D e E.

Sem diferença

Será mesmo? Outra pesquisa recentemente divulgada noticiava que o brasileiro lê uma média de cerca de quatro livros por ano. Enquanto os integrantes da Classe C afirmavam ter lido 1,79 livro no último ano, os integrantes da Classe A disseram ter lido 3,6. O número é maior, como naturalmente seria de se esperar, mas a diferença é muita pequena dado o abismo de condições econômicas entre uma classe e outra. Qual é o dado grave que se constata aí? Será que o problema real da formação intelectual do nosso país está no fato de que o cidadão médio lê apenas dois livros por ano? Ou está no fato de que a autodenominada elite intelectual do país lê apenas quatro livros por ano? Vou encerrar o argumento ficando apenas no dado quantitativo, sem adentrar a provocação qualitativa de questionar se, entre esses quatro livros anuais, consta alguma coisa que não sejam os últimos e rasos best-sellers de vitrine, a literatura infanto-juvenil e os livros de dieta e autoajuda.

O que importa é ter a consciência de que o descalabro intelectual brasileiro não reside no fato de que o típico cidadão médio demonstra desinteresse pela vida intelectual e gosta mais de assistir televisão do que de ler livros. Ora, este é o retrato do cidadão médio de qualquer país do mundo, inclusive das economias mais desenvolvidas.

O que é digno de causar espanto é, por exemplo, ver Merval Pereira sendo eleito um imortal da Academia Brasileira de Letras em virtude do “incrível” mérito literário de ter reunido, na forma de livro, uma série de artigos jornalísticos de opinião, escritos por ele ao longo dos anos. Ou seja: dependendo dos círculos sociais que você frequenta, hoje é possível ingressar na Academia Brasileira de Letras meramente escrevendo colunas de opinião em jornais. Podemos sobreviver ao cidadão médio que lê dois livros por ano, mas não estou convencido de que podemos sobreviver a uma suposta elite intelectual que não vê diferença literária entre Moacyr Scliar e Merval Pereira.

“Vão ter que me engolir”

Apenas para referir mais um exemplo (entre tantos) das invejáveis capacidades intelectuais da elite social brasileira: na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo noticiou que uma celebridade global havia perdido a compostura no Twitter após sofrer algumas críticas em virtude de um comentário que havia feito na rede social. A vedete, longe de ser uma estrelinha de quinta categoria, é casada com um dos diretores da toda-poderosa Rede Globo.

Bem, imagina-se que uma pessoa tão gloriosamente assentada no topo da cadeia alimentar brasileira certamente daria um excelente exemplo de boa formação intelectual ao se manifestar em público por escrito, não é mesmo? Pois bem, vamos dar uma lida nas sua singelas postagens, conforme referidas na reportagem mencionada:

“Almas penadas, consumidas pela a inveja, o ódio e a maledicência, que se escondem atrás de pseudônimos para destilarem seus venenos. Morram!”

“Só mais uma coisinha! Vão ter que me engolir, também f…-se, vocês são minurias [sic] e minuria [sic] não conta.”

Em quem se espelhar?

Não vou nem entrar no mérito da completa falta de educação dessa pessoa, que parece menos uma rica atriz global do que um valentão de boteco. Vou me ater apenas a dois detalhes. Primeiro: a intelectual do horário nobre da Globo escreve “minoria” com “u”, atestando para além de qualquer dúvida razoável que se encontra fora do grupo dos 25% dos brasileiros plenamente alfabetizados (ela comete o erro duas vezes, descartando qualquer possibilidade de desculpa do tipo “foi erro de digitação”).

Segundo: ela acha que “minorias não contam”, demonstrando, portanto, que ignora completamente as noções mais elementares do que vem a ser um Estado democrático de Direito, ou mesmo o simples conceito de “democracia” na sua acepção contemporânea. Do ponto de vista da consciência de direitos políticos, sociais e de cidadania é, portanto, analfabeta dos pés à cabeça.

Com os ricos e famosos que temos no Brasil, em quem o mítico e achincalhado “homem-médio” poderia mesmo se espelhar?

Referências:

>> http://www.band.com.br/noticias/educacao/noticia/?id=100000519730

>> http://oglobo.globo.com/educacao/brasileiro-le-em-media-quatro-livros-por-ano-revela-pesquisa-4436899

>>http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/06/jornalista-merval-pereira-e-eleito-para-academia-brasileira-de-letras.html

>> http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/1120355-mulher-de-diretor-da-globo-se-irrita-e-xinga-muito-no-twitter.shtml

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[Henrique Abel é advogado e mestre em Direito Público]

Fonte: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed706_a_inteligencia_da_elite_social_brasileira

As 10 estratégias de manipulação midiática

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

* Linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Nota do Viomundo: este texto foi reproduzido da Adital, onde constava como autor Noam Chomsky. Mas três leitores nos alertaram que o verdadeiro seria Sylvan Timsit. Fomos checar. Consta realmente nos links indicados Sylvam Timsit. Acontece que buscamos mais dados sobre Sylvain Timsit e estranhamente não achamos ainda informações consistentes. Encontrei um suposto vídeo, mas não aparece o rosto dele. Vamos investigar mais. Diante disso já enviamos email à Adital para saber a fonte do original em inglês. Desculpe-nos pelo erro.

Viomundo – Luiz Carlos Azenha

Fonte: http://www.sganoticias.com.br/2012/08/as-10-estrategias-de-manipulacao.html

O Mito da Caverna de Platão, versão petista

Quem quiser saber mais sobre o Mito da Caverna veja o que diz a Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna

Mas vamos a versão petista do referido mito.
Havia um grupo de petistas …que vivia numa caverna, acorrentados pelas idéias doutrinárias impostas pela mídia do partido. O mundo exterior, fora da caverna era mostrado para eles através de revistas, livros, jornais e programas exibidos em uma televisão devidamente sintonizada em um canal no qual só eram exibidos programas do partido.
Essa doutrina afirmava que o sumo-sacerdote de nove dedos era um ser iluminado, que tudo que fazia era em prol do povo e para a felicidade do povo. A mesma doutrina dizia que um outro grupo que tinha como símbolo um pássaro de bico grande representava as forças do mal, do atraso, que deviam ser banidos para o limbo da política. E que o ideal era que a doutrina petista que deveria prevalecer.
Os petistas dentro da caverna entendiam o mundo apenas através daquilo que lhe chegava pela máquina de propaganda do partido. Assim sendo, o mundo exterior era do jeito que o partido queria que fosse.
Acontece que um dia, um desses petistas resolveu, por pura curiosidade, pensar em como deverá ser o mundo fora da caverna. Diante desse pensamento chegou a comentar com os demais:
– Companheiros, será que a realidade é isso mesmo? Será mesmo que o mundo é isso?
Imediatamente, o petista rebelde, que ousou pensar diferente, foi sumariamente expulso da caverna, pois não concordava com aquilo que era a doutrina do partido.
Ao sair da caverna, o petista, ou melhor, o ex-petista quase ficou cego com a luz do sol (o pessoal do PSOL pode dizer então que esse ex-petista que quase foi cegado pelo sol fundou o PSOL numa clara alusão a este momento que fez-se a luz! Mas isso é outra história…) percebeu que o mundo era completamente diferente daquele que chegava até eles através da mídia partidária.
Inconformado com os anos a fio que ele passou sendo iludido com a linha doutrinária do partido, o ex-petista num claro gesto altruísta resolve voltar à caverna para libertar os antigos companheiros e mostrar para eles que a realidade não é aquela que chegava até eles.
Ao voltar para o interior da caverna e depois de contar tudo aquilo que viu e ouviu no mundo exterior, o ex-petista foi brutalmente espancado pelos seus antigos companheiros e ainda acusado de traição, de ter sido coptado pela mídia alienante do sistema capitalista que está à serviço do grande imperialista que só pensa em massacrar a classe operária. O ex-petista foi banido em definitivo da caverna e ainda ameaçado caso voltasse a tentar desestabilizar a ordem do sistema criado pelo sumo-sacerdote de nove dedos e seus seguidores.
E assim, aquele grupo de petistas continua na caverna do partido acreditando piamente que o mundo real é esse que o partido mostra para eles e que toda ideia contrária só pode ser fruto da mídia alienante que está à serviços do grande capital imperialista que tem como o objetivo massacrar a classe operária e impedir a revolução do proletariado!

PREFEITO, UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO NO BRASIL

Antigamente a pessoa mais importante da cidade era o coronel, com ou sem patente. Ele exercia a função de chefe político, aquele que escolhia os candidatos a prefeito, deputado e até governador. Quando não ficava satisfeito com o desempenho do político, ele passava a ser o próprio candidato. O homem dava as ordens e ai daquele que não as obedecesse! Outra personalidade marcante da vida política da cidade era o padre. Digamos que o padre foi um coronel esclarecido, afinal, estudara no seminário, a melhor escola da época. Ele não somente tomava de conta das almas dos que se foram, como das dos que ainda continuavam vivos. Nos tempos atuais, a pessoa mais importante da urbe passa a ser o prefeito. Esse era um cargo para quem tinha amor à cidade. Naturalmente o cidadão deveria ser um dos mais populares. O prefeito não precisava prometer mundos e fundos, pois sua honestidade estava respaldada em seu passado sem mácula. O prefeito era aquela pessoa cuja sensibilidade captava o sonho de seu povo e o transformava em realidade. Sua administração simples, sem corrupção e com obras necessárias, falava por si própria.

O coronel se esvaiu com o fim das ditaduras e a queda paulatina do analfabetismo. O padre entrou em contradição com aquilo que pregava e com aquilo que praticava, caindo na desgraça do povo. Isso não quer dizer que não existiram padres e coronéis honrados. Difícil era combinar a forma autoritária de se fazer política com os princípios da exigente democracia. Eis que a era dos prefeitos está se acabando. Nas mãos desses políticos, a prefeitura virou um balcão de negócios sujos. Infelizmente ser prefeito tornou-se sinônimo de pessoa que faz transações escusas e enriquece da noite para o dia. Quase todo candidato a prefeito deixa a população com uma pulga atrás da orelha. Hoje o prefeito é o Lobo Mau que pensa que o povo é a boba da Chapeuzinho Vermelho. Assim aquele jovem idealista e cheio de bons propósitos está, cada vez mais, afastando-se da política. Esse parece ser o legado que os atuais prefeitos estão deixando para as futuras gerações no Brasil. Em um futuro próximo, talvez a população sem prefeito encontre o seu caminho.

Lá vou eu: O “Prefeito” centralizador, ditador, reacionário, egocêntrico, petulante, incompetente, perseguidor, e extremamente hipócrita e demagogo, infelizmente, continua sendo uma realidade em inúmeras cidades que sucumbem sobretudo ao desemprego, o que torna o prefeito, segunda sua visão, o dono e senhor dos destinos de quem precisa implorar pelo seu ganha pão. Isso só acontece em cidades sem vagas no mercado de trabalho. Além disso, esses prefeitos tratam a prefeitura como se fosse uma empresa familiar, nomeando parentes, aderentes e “absorventes” para os cargos vitais e mais rentáveis dentro do órgão.

Fonte: http://www.camocimonline.com/2012/07/prefeito-uma-especie-em-extincao-no.html